Editorial
Publicada em 06/08/2020 - 01h17min

Dirceu Sousa

Espera por dias melhores

Um a cada quatro mortos em decorrência de complicações pelo coronavírus no Alto Tietê está registrado em Mogi das Cruzes. Na terça-feira, enquanto a região reportava a milésima morte, a cidade contabilizava a 251ª vítima fatal da doença. Na escalada dos óbitos, o primeiro caso ocorreu em 31 de março. No início, as mortes eram notificadas com espaço de tempo maior. Depois de 49 dias da primeira fatalidade, em 19 de maio, Mogi já possuía 50 vítimas. Na sequência, os óbitos passaram a ocorrer com maior frequência. O centésimo caso aconteceu em 4 de junho, com apenas 16 dias de intervalo. Mais 21 dias e Mogi amargava 150 mortes. Em 14 de julho, após 19 dias, a cidade registrou 200 vítimas. Agora, com mais 21 dias, já são 250 óbitos.
Pelos números e tempo contabilizados, o município está há dois meses estabilizado em uma média de 2,4 mortes por dia, índice considerado alto se comparado com outras regiões brasileiras. A taxa de letalidade atual de Mogi é de 5,8%, mas já foi superior a 7% em maio. Para se ter ideia, os índices de mortalidade por Covid-19 no Estado de São Paulo e no Brasil são respectivamente de 4,1% e 3,4%. O que determina as diferenças é a capacidade que cada região tem para testar pacientes suspeitos. Apesar de boa estrutura sanitária no Alto Tietê, incluindo a instalação de hospitais de campanha para dar reforço no atendimento de casos confirmados, o volume de testagem local ainda é pequeno se comparado a outros centros.
Por outro lado, o número de pessoas curadas vem subindo gradativamente. De acordo com os dados de ontem, divulgados no portal da Prefeitura de Mogi, são 2.411 altas para um total de 4.312 confirmações, o que corresponde a 55,9%. A expectativa é de que, com o crescente número de pacientes curados e o aumento da quantidade de testes em moradores com sintomas da doença, a taxa de letalidade diminua e, naturalmente, o número de mortos seja reduzido. A análise dos dados vai de encontro com a avaliação feita no mês passado pelo secretário municipal da Saúde, Henrique Naufel, de que até o final de agosto os casos positivos da doença e o número de mortes estariam em declínio. Que assim seja.
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