Opinião
Publicada em 08/08/2020 - 23h03min

Novos desafios

As novas possibilidades de retorno de atividades comerciais e culturais e a extensão de horário para o setor de alimentação levantam novamente o temor de alta na contaminação e, consequentemente, de mortes pela Covid-19.
Em decretos municipais publicados na última quinta-feira, Mogi das Cruzes e Suzano passaram a permitir que restaurantes, lanchonetes, bares, padarias e outros estabelecimentos de alimentação possam funcionar até as 22 horas. A medida das prefeituras foi de encontro à autorização concedida pelo governo do Estado às cidades que se encontram, no mínimo, na fase 3 amarela do Plano São Paulo de retomada das atividades na quarentena contra o novo coronavírus (Covid-19).
Amanhã, o funcionamento de atividades como cinemas, teatros, eventos em buffets e atividades culturais (museus e galerias de arte), está liberado, conforme apurou o Grupo Mogi News ao longo da última semana. As decisões de flexibilizar ainda mais as medidas restritivas ocorreram na mesma semana em que a região chegou à triste marca de mil mortes pelo coronavírus. Se, por um lado, a sensação de normalidade está cada vez mais próxima, por outro, os dados referentes à pandemia ainda precisam ser levados em consideração para que este sentimento de aparente normalidade não se torne maior do que o temor do contágio e - como consequência - o relaxamento do isolamento social e das etiquetas de higiene.
Só em Mogi das Cruzes, na última quinta-feira, havia 59 pessoas internadas pelo novo coronavírus no Hospital Municipal (34 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva - UTI - e 25 em enfermaria) e 32 pacientes no hospital de campanha (todos em leitos de enfermaria). Incluindo hospitais públicos e privados, há 184 pessoas internadas, das quais 60 estão em terapia intensiva e 124 em leitos de enfermaria, o que representa 55% de ocupação em UTI Covid e 40% em enfermaria Covid.
É certo que boa parte da população ainda não se sente segura para retornar aos antigos hábitos, o que é determinante para uma menor circulação de pessoas nas ruas, entretanto, é preciso intensificar as fiscalizações e punir os excessos para que, aqueles que insistirem em descumprir as medidas sanitárias tão necessárias para controle da pandemia, sejam penalizados.
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