Cidades
Publicada em 13/08/2020 - 00h46min

Meio ambiente

Mais da metade da região está em área de proteção ambiental

No total, estudo revelou ontem que 180,7 mil hectares, 58% do Alto Tietê, são protegidos por leis ambientais

Um mapeamento elaborado pela Câmara Técnica de Gestão Ambiental revela que 58% do território de abrangência do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) estão sob proteção ambiental. Inicialmente foram mapeadas 28 áreas protegidas, que somam 180,7 mil hectares, e permeiam as cidades de Arujá, Biritiba Mirim, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Branca, Santa Isabel e Suzano. Os dados foram apresentados ontem à tarde no webinar "1º Panorama das Áreas Protegidas do Alto Tietê". Como efeito de comparação, cada hectare é equivalente a um campo de futebol.
Das primeiras áreas mapeadas, 19 estão condicionadas a legislações municipais - três em Arujá, sete em Guararema, cinco em Guarulhos, duas em Mogi das Cruzes e duas em Suzano. Na tutela estadual estão outras oito, que cortam dez cidades - Arujá, Biritiba, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano -, e uma última é regida por legislação federal e abrange quatro municípios - Arujá, Guarulhos, Santa Isabel e Santa Branca.
"Trabalhos como esse são fundamentais para apoiar os prefeitos na tomada das melhores decisões na defesa, debate e atuação num tema tão relevante para a região, que é o ambiental", ressaltou o presidente do Condemat e prefeito de Guararema, Adriano Leite (PL).
Nas áreas protegidas estão parques, florestas, corredores ecológicos, estações ecológicas e as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) dos rios Tietê e Paraíba do Sul. O levantamento mostra que os municípios de Biritiba Mirim, Salesópolis, Santa Isabel e Mogi das Cruzes possuem as maiores extensões territoriais sob proteção.
"Esse trabalho do Condemat é importantíssimo porque confirma o tanto que a região evoluiu no tema ambiental e a presença dessas unidades de conservação estadual foi fundamental para a aproximação dos municípios", destacou Lucila Manzatti, diretora Metropolitana da Fundação Florestal. "Muitas dessas áreas têm potencial turístico e, aos poucos, janelas de oportunidades começam a se abrir e mais parcerias surgem para fortalecer os instrumentos de preservação", acrescentou.
O levantamento de ontem foi a primeira etapa de um trabalho mais amplo para detalhamento de todas as áreas protegidas, incluindo as reservas particulares e parques urbanos que têm função ambiental. "A ideia é que as prefeituras possam utilizar esses dados como instrumento de gestão no planejamento das cidades e este primeiro panorama já permite identificar as possíveis conexões de ecossistemas, além de configurar mais um passo para a construção do Plano Regional de Mata Atlântica", explicou o coordenador da Câmara Técnica de Gestão Ambiental e secretário de Meio Ambiente de Mogi, Daniel Teixeira de Lima.
O webinar contou também com as participações do comandante do 2º Pelotão da Polícia Ambiental, tenente Leandro Lima, e o comandante da 5ª Companhia da Polícia Ambiental, capitão Danilo Salem. O evento teve as participações dos gestores ambientais dos municípios e foi transmitido pelo Facebook.
 
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