Editorial
Publicada em 25/07/2020 - 00h42min

Dirceu Sousa

Permanece amarelo

Sem nenhuma surpresa, o governo do Estado anunciou ontem, durante coletiva de atualização das informações sobre a Covid-19, no Palácio dos Bandeirantes, que o Alto Tietê está mantido na fase amarela do Plano São Paulo de Retomada Econômica. Assim, mesmo que os mais otimistas esperassem a evolução para a fase verde, a permanência na etapa 3 garante que o comércio continue aberto por seis horas diárias, bem como bares, restaurantes, academias e salões de beleza permaneçam abertos, obedecendo as regras de distanciamento e medidas de segurança sanitária.
Entretanto, a manutenção representa, de antemão, um certo grau de estabilidade nos índices que determinam a classificação dos municípios no programa estadual, o que é um bom sinal. De acordo com o infográfico veiculado pelo site do Estado, a Grande SP Leste, região onde estão inseridos os municípios do Alto Tietê, estava na última quinta-feira com taxa de 64% na ocupação de leitos de UTI para Covid e com o índice de 15,7 leitos para cada 100 mil habitantes. Os números ficaram bem próximos aos registrados nas últimas duas semanas, com pequenas oscilações, inferiores a 3%.
Vale destacar também no status dos indicadores do Estado as variações de casos, de internações e de óbitos em consequência do coronavírus nos últimos sete dias na região, de 0,90, 0,90 e 1,01, respectivamente, esclarecendo que coeficientes abaixo de 1 representam queda. Um pouco preocupante são os índices de isolamento social medidos pelo Sistema de Monitoramento Inteligente (Simi) do governo de São Paulo. Segundo o estudo, Itaquaquecetuba teve taxa de 43% registrada na quinta-feira e Ferraz apenas 37%. A média nas cinco cidades avaliadas na região é de 39,8%, com tendência de queda.
O mais importante para os moradores da região é compreender a necessidade de se manter os cuidados de isolamento e de proteção para os próximos 15 dias, antes da próxima avaliação do Estado. A melhor orientação para o momento é prudência, como bem definiu o secretário de Saúde de Mogi das Cruzes, Henrique Naufel. Sair de casa e se expor a uma contaminação é um movimento que ainda precisa ser evitado.
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