Cidades
Publicada em 01/08/2020 - 01h50min

pandemia em números

Levantamento aponta ranking de casos da Covid-19 nos bairros

Jundiapeba segue na liderança; Mogi Moderno, Mogilar e Alto do Ipiranga também estão na parte de cima

A Prefeitura de Mogi das Cruzes elaborou um novo mapeamento dos casos positivos de Covid-19 confirmados na cidade do início da pandemia até o último dia 27 de julho. O resultado mostra que há ocorrências em praticamente todo o município.
No levantamento distrital, o distrito Sede, o maior da cidade, que engloba toda a região central em um total de 37 bairros, aparece com 1.679 casos. Em seguida aparecem os distritos de Braz Cubas (770 casos em 19 bairros), Jundiapeba (445 casos em 9 bairros), Cezar de Souza (405 casos 9 bairros), Alto Parateí (94 casos em 11 bairros), Taboão (52 casos em 6 bairros), Taiaçupeba (21 casos em 3 bairros), Biritiba Ussu (20 casos em 4 bairros), Sabaúna (20 casos em 2 bairros), Cocuera (13 casos em 2 bairros) e Quatinga (12 casos em 4 bairros).
Já no mapeamento por bairros, Jundiapeba lidera o número de casos com 185 registros, dos quais 9 pacientes foram a óbito, ou seja, um índice de letalidade de 5%. Na sequência aparecem Nova Jundiapeba e Mogi Moderno, com 150 casos cada. Nova Jundiapeba registrou 13 óbitos, o que representa um índice de letalidade de 9%, e o Mogi Moderno teve 8 óbitos (5% de letalidade).
O bairro do Mogilar ficou em terceiro lugar com 140 casos, dos quais 9 pacientes foram a óbito (6% de letalidade). Outros oito bairros registraram mais de 100 casos do novo coronavírus: Alto Ipiranga (135), Vila Oliveira (132), Vila Cintra (128), Jardim Universo (127), Centro (126), Cezar de Souza (122), Socorro (107) e Jardim Aeroporto (100).
A distribuição aponta a localização residencial dos pacientes que já adoeceram de acordo com os endereços declarados. "Mogi das Cruzes elaborou precocemente uma estrutura hospitalar adequada para evitar o colapso no sistema de Saúde, mas ainda não entramos no processo de diminuição dos casos, o que exige prevenção", explica o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel.
O levantamento da Fundação Seade mostra que a grande maioria dos pacientes que foram a óbito por Covid-19 apresentava algum tipo de comorbidade. A cardiopatia libera a lista de doenças pré-existentes entre as vítimas fatais, com 48,5% dos casos, seguida da diabetes, com 34,6%. A terceira principal comorbidade que levou os mogianos ao óbito pelo novo coronavírus foi a doença renal (9,3%), seguida da doença neurológica (4,2%). Outros problemas de saúde verificados entre os óbitos foram doença hepática (2,1%), obesidade (2,1%), pneumopatia (1,7%), imunodepressão (1,7%) e asma (1,3%).
Todos os caos são monitorados pela Vigilância Epidemiológica, que conta com equipe técnica que atualiza informações diárias sobre os pacientes internados.
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