Cidades
Publicada em 01/08/2020 - 01h37min

REciclagem

Alto Tietê retorna com coleta seletiva a partir de segunda

Um protocolo de segurança foi elaborado para que trabalhadores da região não coloquem a saúde em risco

A partir de segunda-feira a coleta seletiva será restabelecida na região do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat). O serviço será reativado com protocolo de segurança em Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema e Suzano, que vão se igualar a Mogi das Cruzes, Poá Salesópolis e Santa Isabel, onde o recolhimento de recicláveis já está funcionando, além de Guarulhos, que também faz parte do bloco regional.
A decisão do retorno do procedimento ocorreu anteontem, após reunião da Câmara Técnica de Gestão Ambiental do Condemat, com base nas experiencias das demais cidades que já haviam retornado com a coleta seletiva. Itaquaquecetuba é a única que não possui este sistema. Já em Mogi, o centro de triagem está com as atividades suspensas por conta de obras de ampliação na estrutura, mas a coleta seletiva está mantida e os ecopontos estão funcionando normalmente
O Alto Tietê, antes da pandemia, tinha uma média de mil toneladas por mês de coleta seletiva. Como os serviços estão sendo restabelecidos de forma gradativa, o volume nos primeiros meses deverá girar próximo da metade disso - ou seja, 500 toneladas por mês.
Em Guararema, por exemplo, a coleta seletiva voltará na segunda-feira apenas nos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). A coleta na porta das residências ainda não tem previsão de retomada, segundo informação da Prefeitura.
"Está sendo feito todo um trabalho junto às cooperativas para o atendimento dos protocolos de segurança a fim de garantir a proteção dos catadores e outros profissionais envolvidos na cadeia de reciclagem", ressaltou Solange Wuo, coordenadora adjunta da Câmara Técnica de Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Condemat.
Segundo ela, o restabelecimento da coleta seletiva em todo o Alto Tietê é importante para fortalecer o reaproveitamento e a destinação correta dos resíduos, assim como para normalizar a economia entre as centenas de catadores que atuam na região.
"Existe um trabalho dos municípios para ampliar a coleta seletiva e esse processo foi prejudicado pela pandemia e a necessidade de interrupção dos serviços nas cidades. A normalização gradativa coloca novamente o Alto Tietê no caminho para fortalecer a economia da reciclagem", conclui Solange.
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