Editorial
Publicada em 30/06/2020 - 00h22min

Dirceu Sousa

Hora de fechar?

Reportagem publicada no domingo passado pelo grupo Mogi News, a respeito da ocupação dos hospitais de campanha montados na região, mostra que a tendência de desativar as unidades, cujas conversas nesse sentido foram iniciadas na semana passada em algumas cidades, deve crescer daqui para a frente. Os números levantados na matéria indicam um quadro positivo sobre o uso dos leitos.
Em Suzano, por exemplo, de um total de 80 leitos disponíveis no hospital de quarentena montado na Arena Suzano, 15 estavam ocupados na última sexta-feira, sendo três em área de alta complexidade e 12 em enfermaria, o que dá um índice de lotação de 18,75%. Já em Mogi, a unidade instalada na Avenida Cívica tem capacidade para 200 leitos, mas apenas 50 foram disponibilizados para uso, devido à baixa demanda. Também na sexta-feira, segundo informações da Prefeitura, 44 pessoas estavam internadas em recuperação, o que representa 22% da capacidade. Em Ferraz, os registros marcavam 35% de ocupação dos leitos semi-intensivos e 40% nos leitos de UTI.
Esses números positivos têm sido a base de argumentação para que o Alto Tietê reivindique a promoção no Plano São Paulo de retomada econômica. Atualmente na fase laranja, a região busca a terceira etapa, a amarela, para ampliar o funcionamento de setores não essenciais do comércio. Porém, há uma oscilação dos índices de lotação que podem induzir a análises equivocadas. Se as unidades forem desativadas por subuso e para cortar gastos com pessoal e suprimentos, a proporção de leitos disponíveis na região e a taxa de ocupação pode alterar a interpretação no Plano São Paulo, o que não seria bom.
Outra questão importante é o destino dos equipamentos adquiridos para as unidades de campanha e o custo com os hospitais. Em São Paulo, a Prefeitura encerrou ontem os atendimentos no Pacaembu. Segundo o prefeito Bruno Covas (PSDB), a previsão era gastar na unidade R$ 28,4 milhões, mas foi possível reduzir para R$ 23 milhões. E os equipamentos serão transferidos para outros hospitais após o processo de desinfecção. Resta saber o que será feito na região e a economia gerada com o fechamento das unidades de apoio.
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