Editorial
Publicada em 25/06/2020 - 01h20min

Retomada das aulas

Se tudo correr de acordo com as expectativas mais positivas, a retomada completa das atividades presenciais na Educação em São Paulo se dará no início de outubro. Conforme o plano apresentado ontem pelo governador do Estado, João Doria (PSDB), a primeira etapa da reabertura no setor está prevista para o dia 8 de setembro em todos os níveis do ensino, de creches às universidades, públicas e privadas.
A principal característica desta fase é a ocupação máxima de 35% nas salas de aula. Outras duas etapas seguem em intervalos de duas semanas, com 70% das vagas até completar os 100%. O escalonamento obedece também ao comportamento das regiões do Estado dentro do Plano São Paulo, nas classificações gradativas de cores até a última etapa, a azul, com a liberação total das atividades, sem restrições. Atualmente, boa parte do Estado, incluindo o Alto Tietê, está na faixa laranja, a segunda na escala progressiva.
O plano apresentado pelo Estado pode frustrar os principais envolvidos na questão - alunos, pais, professores e donos de escolas, de forma direta -, que tinham o desejo de retomar as aulas presenciais, no máximo, em agosto. Nas últimas semanas, o Grupo Mogi News tem realizado reportagens com os diversos segmentos e a opinião da maioria é pela volta das aulas o mais rápido possível, para minimizar os prejuízos arcados até o momento, tanto no aspecto da aprendizagem como no da economia.
As perdas foram imensas para todos. Para se ter uma ideia, pesquisa recente publicada pelo UOL mostra que quase 30% dos estudantes universitários das escolas particulares estão dispostos a não voltar aos estudos neste ano, independentemente da retomada das aulas. Os proprietários das escolas privadas estimam danos ainda maiores, pois, para enfrentar a quarentena, tiveram de investir em estrutura on-line na tentativa de suprir a interrupção das aulas presenciais.
Até setembro, quando deve ser iniciado o plano do Estado, será necessário o replanejamento completo do ano letivo. Ao menos isso pode ser feito agora, a partir das datas estipuladas pelo cronograma do governo de São Paulo. Já é um bom começo.
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