Opinião
Publicada em 22/05/2020 - 00h37min

Luiz Felipe Da Guarda

Saúde Funcional

A dor faz parte do cotidiano da maioria das pessoas e quando não aparece, constitui-se um fator relevante de disfunção fisiológica, com graves consequências. A dor é necessária e de suma importância, sentir é fundamental para manter a integridade do organismo.
No corpo humano existe um circuito complexo de fibras nervosas responsáveis por levar os sinais a um mecanismo de interpretação da dor. Ela é provocada por um determinado estímulo, que afeta receptores especializados e emite uma resposta.
Avaliar a dor é tarefa complexa, por ser subjetiva e, além disso, a percepção da dor envolve tanto aspectos biológicos quanto emocionais, socioculturais, e ambientais. A primeira estratégia para controlar o processo doloroso é desvendar sua causa. Em muitos casos, porém, o incômodo não tem origem clara e a saída é atacar os sintomas.
Modificar o estilo de vida poderá apresentar ótimos resultados, agregados com técnicas de terapias manuais, acupuntura, entre outras, que não sejam tão nocivas, mas tanto a dor crônica quanto a aguda provocam no sujeito uma urgência, que muitas vezes encontra terreno fértil na automedicação. A automedicação é uma prática muito comum, seja pela variedade de medicamentos vendidos, seja pela abusiva utilização de medicamentos prescritos por médico. É possível citar importantes fatores de influência sobre esse comportamento os quais são os causadores de diversos quadros de intoxicação e recidiva de processos patológicos. Entre eles pode-se destacar a venda livre de vários tipos de medicamentos, o trabalho de marketing, a falta de informação e a facilidade na aquisição, até mesmo de medicamentos controlados.
Para piorar a situação, a grande maioria dos brasileiros sente dores todos os dias, ocasionando o uso de analgésicos de forma descontrolada podendo mascarar o problema, que muitas vezes deve ser investigado e acompanhado. A dor tem sido companheira e aparece em diversas áreas do corpo, podendo se tornar crônica após três meses contínuos do início.
Compartilhe

Video

Mais vistos