Opinião
Publicada em 20/05/2020 - 23h33min

Cedric Darwin

Pequenas

É sabido que as pequenas empresas são os maiores empregadores formais do Brasil. Elas aguardam o socorro financeiro do governo federal, já aprovado, mas ainda não regulamentado. Crédito em condições mais favoráveis com taxas de juros mais acessíveis e garantia do Tesouro Nacional. A medida, embora tardia, é tão urgente quanto o auxílio emergencial de R$ 600.
A pandemia impôs a paralisação econômica e isso está estrangulando empresas, que quanto menores, têm menos ar. O Brasil não tem plano nem de combate à pandemia e não espanta a ausência de socorro às pequenas empresas para sobrevivência econômica. O fato é que estamos à deriva, açoitados pelos graves efeitos de um vírus que se revela muito mais nocivo do que se imaginava.
A medicina não sabe como lidar com a doença, não há protocolos definidos, nem medicamentos, nem tratamentos, o que se vê são reações diversas ao tratamento, longos períodos de internação, sequelas e temor de uma reabertura da economia seguida de um desastre humanitário. Estamos, talvez, no início da subida do pico, não sabemos a extensão e a gravidade da doença, mas a certeza de que se nada for feito em socorro das pequenas elas também morrerão.
Não se trata de colocar a economia antes da saúde, mas de um conjunto de medidas governamentais que além de preservar a vida, assegure aos pequenos empresários condições mínimas de sobrevivência, mantendo os empregos e propiciando a retomada da atividade econômica. Precisamos de comando e isso não temos.
A continuidade da atual Presidência da República parece ser mais um entrave à sobrevivência do Brasil. Em plena pandemia não temos um titular no Ministério da Saúde, temos um general que responde interinamente. Sem nenhum demérito, não faz sentido um militar sem formação em medicina dirigir o mais importante ministério da atualidade. Estamos mergulhados num caos. Nau à deriva e quem mais sente são os pequenos, CPFs e CNPJs, sem um plano e sem um governo não haverá cloroquina, ou tubaína, que dê jeito.
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