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Publicada em 20/05/2020 - 23h37min

Reino Unido

Cambridge terá aulas on-line em 2021

Foto: Divulgação

Universidade seguirá isolamento no próximo ano letivo
A Universidade de Cambridge, uma das mais tradicionais do Reino Unido, tornou-se uma das primeiras do mundo a anunciar que todas as suas aulas serão ministradas on-line no próximo ano acadêmico, em 2021, por causa da pandemia do novo coronavírus. O anúncio foi feito ontem pela instituição.
A universidade, que fechou seus campi para estudantes em março depois que o governo britânico introduziu um bloqueio rigoroso para conter a disseminação da Covid-19, anunciou que o ensino será ministrado virtualmente até o verão de 2021, embora fosse possível que alguns grupos de ensino menores pudessem ocorrer pessoalmente.
"Dado que é provável que o distanciamento social continue sendo necessário, a universidade decidiu que não haverá aulas presenciais durante o próximo ano acadêmico", afirmou a universidade em comunicado. A instituição ainda informou que a decisão pode ser revista dependendo das orientações oficiais sobre como lidar com o vírus.
"Todos devemos ser realistas ... sobre os desafios mundiais colocados pela pandemia", disse o vice-chanceler da universidade, Stephen Toope, em comunicado na semana passada. Uma porta-voz da Univerisities UK disse que o anúncio de Cambridge parecia ser o primeiro no Reino Unido a se aplicar a todo o ano. Antes, a California State University, decidiu na semana passada virtualizar as turmas de fim de ano, uma das primeiras nos Estados Unidos a fazê-lo.
O ministro das universidades da Grã-Bretanha disse que as instituições ainda podem cobrar a taxa total de ensino de 9.250 libras (US$ 11.320), desde que mantenham altos padrões de ensino on-line.
Nicola Dandridge, executiva-chefe do departamento de vigilância da universidade do Office for Students, disse aos legisladores que os estudantes precisam saber que educação eles receberiam antes de aceitarem vagas. "O que não queremos ver são promessas de que tudo voltará ao normal quando isso acabar, e esse não é o caso", disse ela. (E.C.)
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