Cidades
Publicada em 23/05/2020 - 18h56min

Felipe Antonelli
Primeiros pacientes

Hospital de campanhadeve funcionar nesta 4ª

Previsão da Saúde é de que ocupação de leitos do HMMC chegue a 70% na próxima semana

Foto: Mariana Acioli

Unidade provisória está pronta e tem capacidade para 200 pacientes de enfermaria
Em virtude dos números recentes de internados nos leitos de enfermaria do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC), o hospital de campanha de Mogi das Cruzes deve começar a receber pacientes na próxima quarta-feira. A estimativa é da Secretaria Municipal de Saúde.
O HMMC, que funciona como centro de referência para o tratamento do novo coronavírus no município, registra taxa de ocupação de 59,6% dos leitos de enfermaria, já que das suas 57 unidades, 34 estavam sendo ocupadas até a última quarta-feira. O hospital de campanha começará a receber pacientes somente quando os leitos de enfermaria do HMMC atingirem 70% de ocupação com a doença.
O secretário Henrique Naufel informou que a Pasta já se prepara para a abertura da unidade provisória de saúde, considerando previsão e tendência de aumento nos casos como está sendo registrado recentemente.
No final do mês passado, Naufel já havia estimado ao Grupo Mogi News que o pico da doença no município deveria ocorrer em cerca de 30 dias, ou seja, no final de maio e início de junho, como de fato está ocorrendo.
Em relação à taxa de 70% de ocupação dos leitos de enfermaria, Naufel afirmou por diversas vezes que a partir deste índice, será necessário começar a utilização do hospital de campanha. A unidade de saúde provisória já poderia estar aberta, entretanto, pelo alto custo de manutenção tanto da unidade física quanto dos profissionais contratados via Organização Social (OS), a Prefeitura julgou como melhor aguardar uma alta da ocupação dos leitos de enfermaria do HMMC.
O hospital de campanha tem capacidade para 200 leitos de retaguarda com atendimento para casos leves e moderados de Covid-19, que serão encaminhados pelo HMMC e outras unidades referenciadas pela Secretaria Municipal de Saúde, públicas e privadas.
Por vezes, em transmissões ao vivo pelo Facebook, o tom era de dúvida sobre a utilização plena da unidade de saúde. Notícia que, pelo lado econômico, foi considerada um tanto quanto preocupante, pois foram investidos R$ 2,8 milhões para a construção desse hospital de campanha. Ao que parece, infelizmente, a pandemia não foi controlada no país e, consequentemente, na região, o que obrigará a Prefeitura a utilizar o equipamento para tratamento das pessoas em recuperação.
 
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