Polícia
Publicada em 25/04/2020 - 20h15min

Péssima hora

Negociação entre Boeing e Embraer emperra

O fim das negociações entre Boeing e Embraer vem no pior momento para a brasileira, que já não estava em seu auge. Após investir R$ 485,5 milhões em 2019 no processo de separação do braço de aviação comercial - que iria para a Boeing -, a Embraer enfrenta um cenário de demanda fraca pela sua nova família de aviões, o E2, e ainda terá de encarar a crise causada pela pandemia da covid-19, que afundou o setor aéreo.
Fontes do mercado dizem que possivelmente a brasileira precisará de um socorro do governo (seguindo o exemplo da Boeing, que pediu ajuda de Washington) ou terá de buscar um outro acordo de venda. A maior oportunidade seria com a China, que quer crescer na aviação com a estatal China Commercial Aircraft (Comac). Em vídeo enviado ontem a funcionários, porém, o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirma que a empresa tem liquidez "suficiente e acesso a fontes de financiamento para alavancar seus negócios". (E.C.)
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