Cidades
Publicada em 25/03/2020 - 23h41min

Felipe Antonelli
Primeiro bimestre de 2019 e de 2020

Número de assassinatos aumenta 109% no G5

Foto: Divulgação

Nos dois primeiros meses deste ano, 23 pessoas foram mortas no G5 do Alto Tietê
O ano começou mais violento nas cinco cidades mais populosas do Alto Tietê - Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Poá - conhecido como G5 da região. Isso porque o número de homicídios nestes municípios aumentou 109% neste primeiro bimestre em comparação a igual período do ano passado. Os dados são do levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) e divulgado ontem.
Em janeiro e fevereiro de 2019, 11 pessoas foram assassinadas na região, ao passo que em igual período deste ano, 23 foram mortas.
Os números que mais chamam atenção são referentes a Suzano, onde seis pessoas foram assassinadas neste ano - três em cada um dos meses. No ano passado, apenas uma ocorrência do tipo foi registrada no município.
Os homicídios de Itaquá também aumentaram consideravelmente. No primeiro bimestre deste ano, sete pessoas morreram, enquanto no ano passado quatro assassinados foram computados no sistema policial. Mogi das Cruzes (de quatro para seis mortes), Ferraz de Vasconcelos (de duas para três mortes) e Poá (de nenhuma para uma morte) também contribuíram para o significativo aumento no número de homicídios dolosos (quando há a intenção de matar) registrados no G5 do Alto Tietê.
O que também chama atenção é que quando comparados apenas os números de janeiro, o número de homicídios na região havia caído 29%. Ao todo, três cidades do grupo não haviam apresentado assassinatos em janeiro deste ano, sendo que apenas Itaquaquecetuba aumentou as ocorrências do tipo em 2020.
Suzano, Ferraz e Poá foram as cidades que não registraram mortes violentas em janeiro. Em 2019, em Ferraz, duas pessoas foram assassinadas; em Suzano, durante janeiro do ano passado, uma pessoa morreu, já em Poá, não houve mortes violentas nos dois anos. Ainda em janeiro, a redução no número de assassinatos também foi sentida em Mogi das Cruzes, mas sem grandes variações. Isso porque houve dois casos de assassinatos neste ano, apenas um caso a menos do que no primeiro mês de 2019.
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