Brasil e mundo
Publicada em 25/03/2020 - 00h57min

Estadão Conteúdo
700 mortes confirmadas

OMS diz que EUA caminham para ser epicentro do vírus

Foto: Divulgação

Trump pretende reabrir comércio na Páscoa
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou ontem que os EUA devem se tornar o epicentro da pandemia de coronavírus no mundo. O país registrou mais de 9 mil novos casos e chegou a 53 mil pessoas contaminadas, com um total de 700 mortes confirmadas. O maior foco de disseminação da Covid-19 é o Estado de Nova York, que concentra metade dos casos.
A porta-voz da OMS, Margareth Harris, afirmou que 85% das novas notificações são reportadas entre americanos e europeus - 40% apenas nos EUA. O aumento se deve em parte a mais testes realizados, especialmente em Nova York. O número de exames nos EUA subiu de 58 mil, na quinta-feira passada, para quase 240 mil, na segunda-feira.
O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse que o número de infecções no Estado tem dobrado a cada três dias, ritmo que pode se manter pelas próximas duas ou três semanas. O governador comparou a velocidade de disseminação do vírus a um trem-bala. Dos mais de 25 mil diagnósticos positivos para Covid-19 registrados no Estado, 15 mil estão na cidade de Nova York, onde 131 pessoas já morreram em virtude da doença.
Economia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem que a decisão de abrir a economia do país, em meio à pandemia de coronavírus, será "baseada em fatos e números". "O objetivo é aliviar medidas de distanciamento social", reforçou o republicano na Casa Branca.
Trump voltou a mencionar o domingo de Páscoa como possível data para a reabertura da economia americana. "Vamos continuar avaliando dados", afirmou, depois de dizer que quer o país "aberto" o mais rápido possível.
"Podemos começar a ver uma luz no fim do túnel", declarou Trump. O líder da Casa Branca disse, também, que "ninguém viu algo assim recentemente", em referência à pandemia, mas afirmou que a crise do coronavírus é "de saúde e não financeira".
Trump afirmou que o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, continua "trabalhando" com o Congresso para aprovar um pacote fiscal trilionário no Senado, com o objetivo de tentar conter os impactos econômicos do coronavírus. "Aprovaremos o maior e mais ousado pacote de estímulos da história", declarou. A proposta do governo já foi rejeitada duas vezes no Senado. (E.C.)
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