Cidades
Publicada em 15/02/2020 - 20h51min

Felipe Antonelli
cada vez maior

Movimento contra pedágio em Mogi continua ganhando força

Grupo quer afastar qualquer chance de cobrança na cidade; ato de ontem teve aproximadamente 600 pessoas

O movimento contra o pedágio em Mogi das Cruzes nunca esteve tão unido, forte, coordenado e focado em busca de seu objetivo, quanto esteve ontem. Por volta das 9h30 o grupo com mais de 550 pessoas em cerca de 400 carros e caminhões se reuniu em frente ao condomínio Aruã, às margens da rodovia Mogi-Dutra (SP-88), visada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) para a implantação de um posto de cobrança, e saiu em carreata.
O recente recuo do departamento estadual, informando que estuda a alteração do local para a praça de pedágio, pouco mudou as intenções do grupo, que, pela terceira vez desde o anúncio das intenções do departamento, saiu em carreta do condomínio em direção ao centro da cidade, com palavras de ordem contra a intenção da Artesp em obrigar cobrança de veículos dentro do perímetro de Mogi das Cruzes.
Por volta das 9h40, o movimento já era intenso na rodovia, inclusive com grande lentidão no sentido Mogi Das Cruzes, visto que o protesto mogiano interrompeu o fluxo da faixa da direita da via e, em determinado momento, parou o fluxo de carros. A lentidão, de acordo com os organizadores, fazia parte da estratégia do grupo e, segundo com a Polícia Militar, que resguardou a segurança do grupo, não ofereceu riscos a quem protestava nem aos outros veículos que circulavam pela via.
Após chamar a atenção de quem passava pela via, por volta das 10h30 o carro de som, contratado pelos organizadores do protesto, começou a ter destaque, quando personalidades de diferentes representatividades da sociedade civil começaram a manifestar sua insatisfação contra o posto de cobrança.
Um dos organizadores do protesto e líder do movimento "Pedágio Não", o professor Paulo Bocuzzi, reafirmou o posicionamento da entidade, informando que o intuito da manifestação - de chamar atenção das autoridades estaduais - foi alcançado devido ao grande volume de veículos que participaram do ato. "A Artesp quer transferir o pedágio para outro ponto. Sobre isso, qualquer cidade da região que precisar de nossa estrutura, nosso pessoal, para chamar atenção, vai ter. A ideia do "Pedágio Não" nasceu em Mogi, mas é para toda a região", destacou o organizador.
Além dos mais de 20 caminhoneiros que marcaram presença no ato, outro grupo que somou forças ao movimento foi o de ciclistas da região, que enxergam no pedágio mais uma barreira para a pratica do esporte e do incentivo às bicicletas como alternativa aos carros. "A gente percebe que onde é instalado o pedágio, muitas vezes não há a passagem de ciclistas, e isso é preocupante", disse o líder do BiciMogi, o gestor de redes, Jair Pedrosa, 60 anos.
  • Engenheiro Jamil Hallage, que participou da construção da Mogi-Bertioga, apoia o movimento desde o início
  • Pedrosa: 'Preocupação é de que bicicletas sejam excluídas'
  • Mogi-Doria: Na entrada da rodovia, sentido capital, participantes criticaram o governador com cartazes
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