Polícia
Publicada em 25/01/2020 - 20h48min

Nelson Batalha e a sua história frente à AEAMC

Arquiteto ressalta as lutas em prol da defesa da categoria, da associação mogiana e do desenvolvimento da cidade

Histórias de importantes personalidades de Mogi das Cruzes começaram em meio a adversidades, num cenário cercado de incertezas e de pouca expectativa de prosperidade. Foi neste mesmo contexto que se deu o primeiro contato entre o arquiteto mogiano Nelson Bettoi Batalha Neto e a entidade por ele presidida atualmente, a Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi das Cruzes (AEAMC).
Foi em 1991, após a sua formatura na universidade, que Batalha Neto solicitou sua carteira do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) na entidade e foi informado de que era necessário se tornar um associado. Indignado com a exigência, o recém-formado arquiteto fez barulho, virou a cara para a associação e só se filiou à entidade anos depois, após uma troca no comando.
A sua rixa inicial com a associação foi superada, transformada em motivação para angariar melhorias à categoria e expandir a atuação da entidade para assuntos de interesse dos mogianos de uma forma geral.  
Nascido e criado em Mogi das Cruzes, Batalha Neto recebeu a reportagem na sede da AEAMC e revelou que a sua história pessoal se fundiu, naturalmente, com a sua própria trajetória dentro da associação. Para chegar ao cargo máximo da entidade - o de presidente -,  hoje por ele assumido, o caminho foi longo, cercado de muitos desafios em busca de constantes melhorias para a cidade.
A AEAMC surgiu em 1960 por iniciativa dos profissionais da área técnica, quando muito pouco se falava em valorização da atividade, com o objetivo da defesa da categoria e do estímulo ao desenvolvimento da cidade por meio de parcerias com a administração municipal. Entendendo os valores da entidade e se sentindo apto a contribuir com o seu crescimento, Batalha Neto decidiu, portanto, ser um associado e vestir a camisa.
Trabalhos não faltavam na associação, em defesa aos interesses do município. Desde a luta contra a instalação de lixão, vislumbrado pelo governo do Estado de São Paulo; passando pela elevação da linha de trem férrea, projeto proposto por ele; até a mais recente empreitada abraçada pela associação, a de eliminar a ideia de um pedágio na rodovia Mogi-Dutra (SP-88), também proposta pelo governo estadual por meio da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). "Essa defesa pela cidade, por meios técnicos e sociais, é antiga e está no DNA da associação. Foi por esses ideais que eu me envolvi com a associação e hoje trabalho para mantê-los de pé", contou o presidente da AEAMC.
A "intromissão" da associação em assuntos polêmicos de Mogi das Cruzes não é uma novidade, muito menos algo que ocorre de forma forçada. Justamente por este motivo que o atual representante da categoria na cidade faz questão de ressaltar sua batalha contra a instalação de uma praça de pedágio na cidade.
Neste ano, inclusive, talvez esta tenha sido a principal pauta da associação e de Batalha Neto, mas não foi a única. Participar ativamente da revisão do Plano Diretor foi outra "intromissão" da associação e de seus técnicos/representantes, projeto no qual a prefeitura também se orgulha de ter iniciado e finalizado e que norteará o crescimento da cidade nos próximos dez anos.
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