Editorial
Publicada em 31/01/2020 - 02h39min

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As notícias sobre a epidemia provocada pelo coronavírus, a partir de um foco inicial detectado na cidade de Wuhan, na China, avançam de uma forma tão descontrolada quanto a própria doença que, só no país de origem, já matou 170 pessoas, de acordo com dados oficiais divulgados ontem pelo governo. No Brasil, o Ministério da Saúde atualiza os números diariamente, mas muitos casos suspeitos acabam ficando fora da lista oficial. Na quarta-feira, por exemplo, após o governo confirmar a suspeita de nove pessoas infectadas no país, ao menos outras duas já circulavam no noticiário regional, uma em Mogi das Cruzes e outra em São José dos Campos, no Vale do Paraíba.
Como a situação avança rapidamente, os registros e a divulgação deles podem ser ainda maiores. Mas é preciso ter muito cuidado ao receber e espalhar notícias sem fundamento. O assunto é muito delicado, de âmbito mundial, e deve ser veiculado com responsabilidade, a partir de credencial jornalística de veículos de comunicação ou de fontes oficiais do governo. As redes sociais têm sido utilizadas por pessoas maldosas, que compartilham notícias e fotos inverídicas sobre o assunto. Isso apenas leva a população ao desespero e não contribui para o esclarecimento das pessoas sobre a verdadeira proporção da doença.
Neste momento, o que a população deve fazer é atentar para as regras básicas de precaução, como manter a higiene pessoal e evitar, dentro do possível, ambientes com maior aglomeração de pessoas, onde o contágio pode ser facilitado. Além disso, a informação é a melhor aliada para interromper o processo de epidemia. As pessoas devem confiar nas autoridades e nas ações que estão sendo desenvolvidas. Ontem, a Organização Mundial de Saúde (OMS), órgão responsável pelas diretrizes de prevenção do coronavírus, decretou "emergência sanitária global", após ouvir especialistas e representantes dos governos envolvidos. Mesmo que a decisão possa parecer exagerada, ela tem mais o sentido de alertar para a conscientização do problema e para uma atuação coletiva para brecar o avanço da doença. O momento, garante a OMS, não é de pânico.
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