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Publicada em 05/01/2020 - 00h33min

Estadão Conteúdo
ALIANÇA PELO BRASIL

Bolsonaro espera que partido tenha cerca de 100 deputados

Presidente fez um vídeo se mostrando otimista em relação à possível eleição de parlamentares pelo novo partido

Foto: Divulgação

Bolsonaro quer que Aliança pelo Brasil tenha representatividade no Congresso
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou ontem acreditar que o Aliança pelo Brasil, partido que está formando, conseguirá eleger "uns 100 deputados" e "uns dez senadores". A próxima eleição para o Congresso ocorrerá em 2022. "Dá para fazer uns 100 deputados pelo Brasil, dá para fazer uns 10 senadores pelo Brasil", disse o presidente, durante vídeo divulgado ao vivo nas redes sociais.
O presidente - agora sem partido após deixar o PSL - afirmou também que a entrada de pessoas na nova sigla será criteriosa. Para ele, seria ideal que não se filiem à legenda aquelas pessoas que não buscam disputar eleições.
O Aliança pelo Brasil ainda está em processo de formação, já que precisa coletar assinaturas para protocolar o pedido de criação (como partido) na Justiça Eleitoral. "Para a gente começar a filiar apenas as pessoas que queiram disputar eleições. Não é para filiar quem não quer disputar, seria bom até não filiar. Agora, a filiação não vai ser quem chegar na frente, quem já tem passado político ou não, vai ter em cima de um critério, do que seria nosso norte, que nenhum de nós desviaríamos dele", afirmou o presidente.
Para Bolsonaro, "com 100 parlamentares" do partido no Congresso, já seria possível ocupar um "lugar de destaque na Mesa" do Parlamento. "Colocar pessoa na Mesa que realmente produza alguma coisa, que não seja um poste", fez questão de salientar o presidente.
Critérios
Para a seleção de quem irá entrar no partido ser criteriosa, Bolsonaro comentou também que a ideia é "designar um comandante em cada Estado", com a devida orientação de como proceder na sua respectiva região. "Esperamos sim, e por ocasião de 2022, continuar a fazer trabalho que estamos fazendo, ter essa força que tivemos levando em conta 2018", disse.
O presidente também lembrou da crise envolvendo o PSL, onde houve um racha entre as alas bivarista e bolsonarista. Bolsonaro afirmou que "lamentavelmente ocorreu o racha" pelo fato de o poder ter "subido" à cabeça de "quase metade" dos parlamentares.
Bolsonaro também aproveitou a live para afirmar que é preciso "reconhecer os acertos" dos poderes Legislativo e Judiciário, e que ele, sozinho, não conseguirá mudar o país. "É para dizer que dá para mudar o Brasil. Mas, pessoal, não vai ser de um ano para outro. Eu acho até, com a graça de Deus, com o apoio de muitos parlamentares, com algumas decisões tomadas pelo Supremo... Tem gente que critica o Supremo, critica o Legislativo, tudo bem, mas temos que reconhecer os acertos também", disse o presidente.
O mandatário ainda afirmou que, "quer queira, quer não", a cúpula do poder brasileiro é basicamente ele, presidente da República, Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Davi Alcolumbre (DEM) e Rodrigo Maia (DEM), presidentes do Senado e da Câmara. "Quem não gosta de mim, sou eu, Toffoli, Alcolumbre e Maia, basicamente a cúpula do poder brasileiro, somos nós quatro, quer queira quer não", ressaltou.
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