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Publicada em 30/11/2019 - 19h08min

*Mariana Queiroz
visita monitorada

Ar puro, biodiversidade e bem estar pertinho do meio urbano

Parque Municipal Francisco Afonso de Melo abriga mais de 300 espécies de aves e mais 45 de mamíferos

Há poucos quilômetros do centro de Mogi das Cruzes, está situado um pedaço significativo da Mata Atlântica em meio ao caos do centro urbano. O Parque Natural Municipal Francisco Afonso de Melo - Chiquinho Veríssimo, localizado na Serra do Itapeti, em Mogi, é hoje uma reserva natural amparada pela lei de preservação. Mais de 300 espécies de aves e mais 45 de mamíferos habitam na área. Dos mamíferos, 13 espécies correm o risco de extinção. Atualmente o parque só recebe visitas monitoradas.
Mas nem sempre o Chiquinho Veríssimo foi assim. Durante a década de 1940 ele era uma propriedade do próprio Francisco Afonso de Melo, em que tinha nascentes de água. Abastecia a cidade, porém com o crescimento da população deixou de ser suficiente e o Rio Tietê passou a fazer esse papel. Já nos ano 1971, o parque foi cedido a prefeitura e se tornou o único ponto de lazer do município e de toda a região. Naquela época nos finais de semana cerca de 16 mil pessoas visitavam o parque que contava com dois lagos artificiais, teleférico e pedalinho. Com o decorrer do tempo houve a degradação do meio ambiente e o parque acabou fechando.
Ontem, o Mogi News acompanhou a visita monitorada no parque. Durante a trilha é possível apreciar logo no começo, belas borboletas azuis, conhecidas como Capitão do Mato, graciosas bromélias e orquídeas, esbeltos palmitos Jussara que correm risco de extinção, lago artificial, bica d'água, exóticos sapos Pingo de Ouro endêmicos da região, assim como o sagui da serra escuro e assustadoras cobras jararacas, tudo isso ao som de cigarras falantes e árvores grandiosas. Antes de sair para a trilha, os monitores dão uma palestra em que contam a história do parque e fazem comparação de como era a fauna e flora no passado com hoje.
Depois de fechado, o parque passou a ser cuidado por um grupo das universidades e em 2008 foi reaberto oferecendo visitas monitoradas. De acordo com José Mariano Vicco de Oliveira, monitor do parque, a visita monitorada serve para conscientizar as pessoas a respeitarem o meio ambiente. "Orientamos as pessoas durante a visita sobre a importância de determinada espécie de ave, mamífero e árvore. Para que elas se conscientizem e vejam a natureza com outro olhar. E também para mostrar a riqueza natural que temos na cidade", explicou. Oliveira destaca ainda que a Serra do Itapeti é importante para o município. "Na época da crise hídrica, Mogi foi uma das poucas cidades que não teve racionamento de água. Isso se deve a Mata Atlântica que apresenta as nascentes preservadas", completou.
O percurso feito em mata fechada, com algumas áreas íngremes, leva em média 45 minutos. Grupos de visitação podem ser organizados, para isso é necessário ligar na prefeitura e agendar uma data. Ou então, o Chiquinho Veríssimo é aberto duas vezes ao mês para os munícipes em geral. O evento costuma ser divulgado nos veículos de comunicação e no site da prefeitura.
*Texto supervisionado pelo editor. 
  • Trilha no Parque Municipal
  • Trilha no Parque Municipal
  • Trilha no Parque Municipal
  • Grupo de cerca de 90 pessoas participou ontem da visita monitorada no parque que conta ainda com uma trilha

Chiquinho recebeu visitantes neste sábado

Ontem foi realizada uma visita monitorada no Parque Natural Municipal Chiquinho Veríssimo, das 9 às 12 horas. O evento contou com a presença de 90 pessoas que foram dividas em dois grupos de 45 participantes cada, para realizar o trajeto na trilha que durou aproximadamente 45 minutos.
Visitantes de outras cidades estavam presentes, como Severino Bento da Silva Filho, de 62 anos que mora em Diadema e veio conhecer o parque à convite da filha que vive em Mogi. "O passeio foi muito bacana, contemplar a natureza é maravilhoso", destacou.
Já Célio Moraes Lourenço de 63 anos é frequentador antigo do Chiquinho Veríssimo. "Vinha ao parque há 45 anos, na época lotava de gente aqui, vinham visitantes de outras cidades. A ação do ser humano modificou a paisagem naquela época, mas agora a natureza se reestabeleceu de novo", salientou.
A pequena Gabriela Marins de oito anos, foi corajosa e não ficou com medo de nenhum animal da mata. "Conhecia a maioria dos bichos e o que mais gostei foi o sapo pingo de ouro", contou.
O local conta com estacionamento gratuito, banheiros, bancos, bebedouros e ainda é possível fazer piqueniques.(M.Q).
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