Cidades
Publicada em 15/11/2019 - 00h12min

Economia

Indústria do Alto Tietê fecha 1,25 mil postos de trabalho

Números são referentes ao mês de outubro; no acumulativo do ano e dos últimos 12 meses cenário é ainda pior

Foto: Salvador Scofano/Divulgação

Baixa no setor não ocorreu somente no Alto Tietê, outras regiões do Estado também tiveram resultado ruim
O nível de emprego na Indústria do Alto Tietê terminou outubro com uma variação de -2,06%, o que representa o fechamento de aproximadamente 1.250 postos de trabalho, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
O fraco desempenho do setor industrial em outubro não é uma particularidade do Alto Tietê. Das 36 regiões industriais paulistas, 21 registraram resultados negativos no último mês, o que puxou para baixo também a variação no nível de emprego do Estado de São Paulo (-0,14%).
O saldo acumulado no ano na Região é de -2,91%, representando uma queda de aproximadamente 1.800 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de -4,45%, representando uma queda de aproximadamente 2.750 postos de trabalho.
"Os números não deixam dúvidas de que o setor industrial ainda não conseguiu engrenar uma recuperação consistente. O fraco desempenho de setores importantes na indústria regional tem impactado negativamente várias outras cadeias produtivas. É difícil de acreditar que os resultados desse ano sejam piores do que os de 2018", lamentou o diretor do Ciesp Alto Tietê, José Francisco Caseiro. "Só nos resta seguir tirando leite de pedra e confiantes de que 2020 será um ano melhor", acrescentou.
Variações
Em outubro, o nível de emprego industrial no Alto Tietê foi influenciado pelas variações negativas de Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (- 2,27%); Veículos Automotores e Autopeças (-0,88%); Máquinas e Equipamentos (-0,77%) e Celulose, Papel e Produtos de Papel (-0,60%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do indicador total da região.
Quando comparados os meses de outubro dos anos de 2018 e 2019, temos um cenário pior, pois em outubro de 2018 o resultado foi positivo em 0,44%. 
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