Cidades
Publicada em 16/11/2019 - 17h25min

Nicolas Takada*
Assistência Social

Moradores relatam apoio do Bolsa Família para superação

Mogi das Cruzes tem atualmente 46 mil famílias cadastradas nos programas de acolhimento do governo federal

"Esse programa mudou a minha vida para melhor". O relato da dona de casa, Leila Arlinda de Oliveira, 41 anos, que morou na rua por três meses, há 20 anos, refere-se ao programa Bolsa Família, do governo federal, que beneficia famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. Leila faz parte das 46 mil famílias inscritas no Cadastro Único, em Mogi das Cruzes, que possibilita a entrada em diversos programas sociais, como o Bolsa Família, Renda Cidadã, Ação Jovem e Amigo Idoso.
A atual dona de casa se viu 20 anos atrás morando nas ruas de Mogi, por consequência de um término de relacionamento e também por ter ficado desempregada. Com um filho recém-nascido, Leila passou boa parte do tempo nas ruas tentando sobreviver, quando encontrou representantes da Assistência Social da prefeitura, que auxiliaram a moradora.
Com o apoio do Executivo mogiano, Leila conseguiu se cadastrar no programa do Bolsa Família e, assim, começou uma nova vida com nova oportunidades. "Esse cadastro mudou a minha vida, pois com o primeiro repasse eu conseguir alugar um quarto para ficar com o meu filho, depois disso eu consegui superar minhas dificuldades e fui conquistando muitas coisas", disse.
Atualmente, Leila mora com dois filhos em uma casa na Vila Nova União e já utilizou o dinheiro do programa para comprar alimentos, eletrodomésticos e diversas outras coisas, que estão auxiliando em sua jornada.
Também a moradora do bairro do Taboão, Elide Filante Valtasso, 36, faz parte das 46 mil famílias registradas no Cadastro Único que, segundo a dona de casa, foi uma porta de entrada para determinar alguns rumos da sua vida. Há 15 anos, a dona de casa vivia na zona rural de Guarulhos, quando conseguiu uma oportunidade de morar em Mogi e recomeçar sua vida. No entanto, ao chegar na cidade, ficou sem apoio de familiares e começou a passar por algumas dificuldades financeiras.
Segundo Elide, a própria equipe da Assistência Social procurou sua família para a auxiliar no cadastramento do Bolsa Família. "Eles viram minha situação e começaram a me ajudar com todo o processo para conseguir fazer parte do programa. Graças a Deus, eles me ajudaram, pois foi um momento bem difícil na minha vida, que eu consegui superar", agradeceu a moradora.
Elide mora com seus seis filhos, que têm de 2 até 15 anos, e faz parte do programa Bolsa Família, que auxilia a família a pagar a conta de luz, as despesas com comida e roupas.
*Texto supervisionado pelo editor.
  • Elide mora no bairro do Taboão com os seis filhos
  • Trabalho de pesagem também é exigido para o recadastro do Bolsa Família
  • Central de Atendimento foi inaugurada em outubro
  • Com o Bolsa Família, Leila conseguiu sair das ruas

Famílias devem atualizar o cadastro

O último levantamento realizado pelo Ministério da Cidadania e confirmado pela Secretaria de Assistência Social de Mogi das Cruzes apontou que até novembro cerca de 6 mil famílias no município estão com o Cadastro Único (CadÚnico) desatualizado

O último levantamento realizado pelo Ministério da Cidadania e confirmado pela Secretaria de Assistência Social de Mogi das Cruzes apontou que até novembro cerca de 6 mil famílias no município estão com o Cadastro Único (CadÚnico) desatualizado. Segundo informações da Pasta, desde agosto deste ano o governo começou a excluir do CadÚnico famílias que não estão realizando a atualização.
No município existem 46.569 famílias relacionadas no Cadastro Único (CadÚnico), das quais 25 mil fazem parte do programa Bolsa Família, que beneficia famílias com um valor de R$ 210 por mês.
Outros programas, como o Renda Cidadã, possuem 2.039 famílias; o Ação Jovem tem 334 e o Amigo Idoso, 12 famílias participantes no município. Todos os programas exigem o recadastro de dois em dois anos. Caso não seja atualizado, o benefício pode ser bloqueado.
Se as famílias que fazem parte do Bolsa Família não realizarem o recadastro, não serão realizados os pagamentos de dezembro e também o 13º do Bolsa Família, que será pago pela primeira vez, conforme publicação do Mogi News em outubro.
As famílias podem procurar os sete Centros de Referência da Assistência Social (Cras) espalhados pelo município, sendo um no centro e os outros em Cezar de Souza, Jundiapeba I e II, Jardim Layr, Vila Brasileira e Vila Nova União. Os moradores também podem procurar a Central de Atendimento do CadÚnico, que foi inaugurada no mês passado no prédio II da prefeitura (leia mais ao lado).
A Secretaria Municipal de Saúde também convoca até dezembro famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família para realizarem o acompanhamento obrigatório para o segundo semestre. O público assistido deve procurar qualquer Posto de Saúde ou Unidade de Saúde da Família (USF). O acompanhamento de saúde é um dos requisitos obrigatórios para a manutenção do benefício e precisa ser cumprido duas vezes por ano, sendo uma no primeiro e outra no segundo semestre. Devem ser acompanhadas crianças menores de sete anos, mulheres de 14 a 44 anos e todas as gestantes. (N.T.)

CadÚnico atende cerca de 150 pessoas por dia

Desde outubro, a Prefeitura de Mogi das Cruzes realiza atendimentos ao Cadastro Único (CadÚnico), no segundo prédio do Executivo mogiano, na rua Francisco Franco, no centro

Desde outubro, a Prefeitura de Mogi das Cruzes realiza atendimentos ao Cadastro Único (CadÚnico), no segundo prédio do Executivo mogiano, na rua Francisco Franco, no centro. O local, uma Central de Atendimento, vem realizando cerca de 150 atendimentos por dia, com o intuito de orientar os moradores sobre os programas sociais e também auxiliar no recadastramento das famílias.
O objetivo do programa é oferecer facilidade de acesso para os atendimentos à população e desafogar os serviços dos sete Centros de Referência da Assistência Social (Cras) espalhados pelo município.
Apesar da nova central, a porta de entrada para os programas continua sendo os Cras, que proporcionam e encaminham as famílias para programas de transferência direta de renda e programas sociais que são benefícios ou isenções. (N.T.)
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