Cidades
Publicada em 09/11/2019 - 00h33min

Felipe Antonelli
Concessão da Artesp

Ao contrário de Mogi, Santos é favorável à instalação do pedágio

Baixada Santista entende que cobrança na rodovia Manoel da Nóbrega trará mais segurança à Rio-Santos

Foto: Divulgação

Pedágio na SP-55 é bem visto, ao contrário da ideia de pedagiar a Mogi-Dutra
O movimento criado em Mogi das Cruzes contra a instalação da praça de pedágio no km 45 da rodovia Mogi-Dutra (SP-88), sugerido pela Agência do Estado de São Paulo (Artesp), por meio da concessão do lote de rodovias paulistas, é consistente e tem apoio da população e autoridades locais. Diferente da Prefeitura de Santos, que não se posicionou contrária ao projeto da Artesp em relação ao pedágio previsto para ser instalado naquela cidade. Segundo a Prefeitura da Baixada Santista, tais obras trarão benefícios, como por exemplo, a duplicação da rodovia Rio-Santos (BR-101) e as melhorias na rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-55).
"A Rio-Santos, especialmente, é uma das vias mais perigosas do Estado e a duplicação se faz necessária. Com as finanças ainda se recuperando da crise econômica, estabelecer uma parceria é o melhor caminho para tirar o projeto do papel, para isso, é importante avançar na modelagem que será utilizada pelo programa", afirmou a administração municipal de Santos, em nota. Além disso, a prefeitura demonstrou confiança nos trabalhos realizados nas audiências públicas, que "irão permitir discutir e aprofundar o debate e chegar na melhor proposta".
Apesar da Artesp insistir que o pacote de projetos propostos para Mogi irá ajudar no fluxo da malha viária municipal e que não se trata de um planejamento apenas voltado para facilitar os turistas que utilizarão Mogi como rota ao litoral, a insatisfação com as medidas na cidade, principalmente condicionadas ao pedágio na Mogi-Dutra, é intensa.
Já para o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), as vias que sofrerão interferências do Estado são importantes estradas de ligação, conectando diversas cidades. "As vias poderiam ser aproveitadas de melhor modo, como forma de estimular e induzir o desenvolvimento regional, principalmente pelo turismo", o que possivelmente justificaria, para a prefeitura, a instalação de uma praça de pedágio na ligação de Santos com Bertioga.
Movimento em Mogi
Desde o anúncio da instalação do posto de cobrança na Mogi-Dutra, lideranças políticas, organizações sociais e moradores da cidade se mostraram contrários à medida. Na última semana, foi a vez do deputado estadual Marcos Damasio (PL) apresentar novos contornos à proposta da Artesp: o parlamentar, em reunião com o governador João Dória (PSDB), apresentou um documento para formalizar o pedido contra a construção do posto de cobrança, e recebeu por parte do governado o prazo de 30 dias para que o Estado dê uma resposta sobre o pedido do deputado que, na Assembleia Legislativa (Alesp), representa Mogi das Cruzes, a cidade mais afetada pelas obras sugeridas pela Artesp.
Compartilhe
Comentários
Comentar

Video

Mais vistos