Cidades
Publicada em 09/10/2019 - 22h46min

Felipe Antonelli*
Projeto federal

Câmara indica Pedro Malozze a receber projeto cívico-militar

Solicitação ocorreu na tarde de ontem, durante sessão; vereadores da oposição foram contrários à sugestão

A Câmara de Vereadores de Mogi das Cruzes aprovou, com ampla maioria, uma indicação para que a Escola Estadual Pedro Malozze, no bairro Alto Ipiranga, tenha atenção da prefeitura para receber o modelo cívico-militar, proposto pelo governo federal.
Com votos contrários dos vereadores petistas Rodrigo Valverde e Iduigues Ferreira Martins, o documento sugere que a unidade tenha especial atenção da administração municipal para, caso esta manifeste interesse junto à União (fato que deve acontecer nos próximos dias), tenha como prioridade a instalação na escola Pedro Malozze, principalmente pelo grande número de alunos, conforme detalhou o autor da indicação, vereador Otto Rezende (PSD). "Eu estudei em escola militar e meu pai também é militar. Queremos uma escola que tenha representatividade e uma diretoria que os professores acreditem no trabalho deles", destacou Rezende. Apesar da indicação do Legislativo, por ser uma escola de administração estadual, o processo deverá passar pelo Palácio dos Bandeirantes.
A oposição da Casa de Leis afirmou que o problema da educação no Brasil é estrutural e que não será resolvido com a instalação que algumas escolas cívico-militares. O parlamentar petista Iduigues Ferreira Martins questionou a eficácia do modelo, que em sua opinião não bastará sem reformas mais abrangentes. "O que a escola cívico-militar vai mudar para os alunos do Brasil, sem alterar a política pública de educação e sem, por exemplo, alterar a política salarial dos professores?", questionou.
O projeto
Segundo o governo federal, a escola cívico-militar é um modelo desenvolvido para promover a melhoria na qualidade da Educação Básica do país. Para isso, será construído um ambiente de parcerias e de maior vínculo entre gestores, professores, militares, estudantes e até mesmo pais e responsáveis.
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) destacou a disciplina em escolas com tutela de militares e as classificou como fundamentais para o desenvolvimento do país. O modelo vai abranger as áreas didático-pedagógica, educacional e administrativa, sendo que apenas nesses dois últimos pontos haverá a participação dos militares.
*Texto supervisionado pelo editor.

Demais municípios discutem o assunto

Arujá, Poá e Suzano não possuem previsão para aderir ao modelo de escolas cívico-militares. Isso porque, em resposta à reportagem, Arujá informou que está analisando a situação, Poá não pretende aderir e Suzano, pontuou que é preciso tratar o assunto com a Diretoria de Ensino

Arujá, Poá e Suzano não possuem previsão para aderir ao modelo de escolas cívico-militares. Isso porque, em resposta à reportagem, Arujá informou que está analisando a situação, Poá não pretende aderir e Suzano, pontuou que é preciso tratar o assunto com a Diretoria de Ensino.
Por sua vez, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba informaram, em setembro deste ano, que têm intenção de aderir ao Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares. Na sexta-feira, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), autorizou que o Estado possa participar do programa, com isso, deu a oportunidade para que os municípios interessados se inscrevam até amanhã.
No início deste ano, o então ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, esteve em Suzano e chegou a falar sobre a implantação de uma escola cívico-militar, no entanto, o Executivo suzanense informou que, com mudanças no ministério, não há novidades sobre o assunto. "Queremos desenvolver um trabalho com o município. A partir desta conversa, vamos estudar um modelo para implantar em Suzano. Vale ressaltar que o modelo não implica na parte pedagógica, mas, sim, no setor administrativo. Para mim, disciplina gera proteção", disse Vélez naquele encontro. (L.P.)
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