Opinião
Publicada em 09/09/2019 - 22h28min

Espaço para todos

Uma pequena porta pode estar se abrindo para amenizar a conturbada relação entre os taxistas e os motoristas de transporte por aplicativo. A principal diferença entre as duas categorias - a plataforma digital - deve desaparecer com a inclusão de um serviço mais moderno aos taxistas, a atividade de conduzir passageiros de forma rápida e barata ficará mais equilibrada entre os concorrentes e agradável para os consumidores.
A proposta de implantar o modelo tecnológico da prestação do serviço, já debatido em cidades como Mogi das Cruzes e Suzano, também vai facilitar a aprovação de leis mais abrangentes e, logicamente, angariar recursos para os municípios.
Na cidade de São Paulo, onde a amplitude geográfica e a gama de profissionais em busca de uma oportunidade de trabalho é bem mais complexa, foi implantado há pouco mais de um ano o SPTaxi, aplicativo que segue os moldes dos concorrentes, como Uber e 99, mas que dá um pouco mais de segurança aos passageiros por se tratar de veículos visualmente identificados e com profissionais cadastrados no município.
A diferença é que, mesmo com descontos possíveis de até 40% nas corridas, de acordo com disponibilidade de motoristas e percurso a ser cumprido, os preços ainda não fazem frente às empresas tradicionais que oferecem o serviço de transporte por meio do celular. Porém, é o formato que mais se aproxima do ponto médio da concorrência. O modelo a ser implantado na região seria semelhante ao SPTaxi.
Se tudo correr conforme o pretendido pelas administrações municipais, até o final do ano é possível que o sistema já esteja implantado em algumas cidades. Caso isso ocorra, os taxistas entrarão em nova fase de atividade profissional, renunciando a um modelo ultrapassado de trabalho. Ceder aos avanços proporcionados pela tecnologia não é sinal de derrota, mas de sobrevivência, em um mercado cada vez mais concorrido. Por parte das prefeituras, criar uma legislação que agrade a todas as partes é praticamente impossível. Mas deixar que as coisas sigam sem controle também não é a melhor ideia.
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