Cidades
Publicada em 10/09/2019 - 22h47min

Repercussão

Filhos de Bolsonaro causam polêmica nas redes sociais

Os dois filhos mais velhos do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) dominam o debate político nas redes sociais ontem. No que diz respeito a Flávio, a militância virtual bolsonarista faz campanha para que o senador assine requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lava Toga, que objetiva a investigação de "ativismo judicial" por parte de magistrados, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal.
Já em relação a Carlos, as redes sociais repercutem a declaração do vereador da noite de anteontem, que afirmou que "por vias democráticas, a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos".
No Twitter, a campanha encabeçada pela #AssinaFlavioBolsonaro é grande e conta com manifestações de políticos e influenciadores, sobretudo do campo da direita. O candidato derrotado ao governo de São Paulo pelo Novo, Rogério Chequer, pediu aos seus seguidores que anotem e espalhem os nomes dos senadores que não querem assinar o requerimento da Lava Toga "para que não sejam reeleitos".
O filho 02 do presidente, como Jair Bolsonaro se refere a Carlos, também é assunto por conta de sua declaração sobre a velocidade das mudanças que almeja para o país. Presidente nacional do Podemos, a deputada federal Renata Abreu, afirmou que é "lamentável" a declaração de Carlos. "Como deputada federal não posso aceitar esse comentário em silêncio, seja do filho do presidente da República ou de qualquer outro cidadão". Nós do Podemos, defendemos sempre mais democracia, jamais menos", disse. "Este é o único caminho", respondeu a Carlos.
O ex-ministro da Fazenda e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT-CE) afirmou que "nós vamos ensinar a estes projetinhos de Hitler tropical que o Brasil não é uma fazenda deles e que a democracia é intocável". "Pilantra!", Ciro classificou o filho do presidente.
O escritor Paulo Coelho, que escreveu que "mesmo sabendo que o Twitter não muda nada, simplesmente não pode se calar" diante dos recentes acontecimentos, afirmou. (E.C)
 
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