Esportes
Publicada em 10/08/2019 - 17h58min

Felipe Antonelli*
dia dos pais

Guerrinha dribla a saudade para superar falta dos filhos

Correria do dia a dia e a distância não dão chances para família Guerra se encontrar com mais frequência

Esporte e família caminham juntos na opinião do treinador do Mogi Basquete, Jorge Guerra, conhecido como Guerrinha. A data comemorada hoje é especial para o comandante que, aos 60 anos de idade, é pai de três filhos: Guilherme, 33, Marcelo, 31 e Carolina, 28, que atualmente mora na Califórnia, nos Estados Unidos. A correria do dia a dia, aliada ao calendário esportivo agitado de Guerra, faz com que ele consiga reunir toda a família apenas uma vez ao ano, por duas semanas. "Diria que não interfere na nossa relação, mas dificulta muito. Minha netinha, Maria, já está com 8 meses e, se somar os dias, ficamos juntos nesse tempo apenas duas semanas. Consequentemente, com os filhos é pouco o tempo que estamos todos juntos", afirma o treinador.
Mesmo com a distância, o comandante do time de basquete de Mogi faz questão de manter contato virtual com os filhos todos os dias, o que alivia um pouco a saudade. "Estão na fase deles de trabalho e iniciando suas vidas, mas dentro do possível nos comunicamos sempre".
No time mogiano desde 2016, Guerrinha afirmou que se os filhos tivessem escolhidos seguir carreira no esporte - principalmente no basquete - ele teria muito orgulho. "Sempre ofereci uma educação esportiva até o final da adolescência para usarem os valores para o resto da vida", relembrou.
Aos atletas mais experientes com os quais trabalhou, caso do armador Lary Taylor e do com o ala Shamell Stallworth, Guerrinha sempre os considerou como filhos. E com os mais jovens não é diferente, tentando sempre passar a eles valores que transmitiu (e ainda ainda passa até hoje) a seus filhos de sangue.
Fato é que em quadra, Guerrinha trata seus comandados como se fossem parte de sua família. "Tem várias semelhanças entre o Guerrinha pai e o treinador. Dentro do profissionalismo, sempre tenho meu lado de educador e tenho todos meus jogadores como filhos do basquete".
Um destes seus "filhos em quadra", é o ala-pivô Luis Felipe Gruber, que aos 34 anos é pai de Beatriz e Thomaz Gruber, com três e dois anos, respectivamente.
Gruber teve a pequena Beatriz aos 31 anos, e desde então afirma que ter vivido uma grande mudança em sua vida. Segundo ele, é como se tivesse passado a ver o mundo com outros olhos. "Todas as perguntas e preocupações que meu pai tinha comigo agora passaram a ser minhas também, pensando sempre em dar o futuro melhor para meus filhos. Essa passa a ser a prioridade na minha vida", afirmou Gruber.
Questionado sobre a possibilidade dos filhos se tornarem jogadores profissionais de basquete, assim como o pai, o ala-pivô foi claro. "Seria muito legal poder acompanhar a carreira e estar ali para quando precisem de mim, ficaria muito feliz. Mas acho que independentemente do que decidam ser no futuro, que sejam decisões feitas por eles mesmo e que tracem seus próprios caminhos", afirmou o atleta.
Diferente de Guerrinha, Gruber ainda mora com seus filhos e tenta conciliar a vida corrida proporcionada pelo esporte com as tarefas do dia a dia e procura ajudar nos trabalhos diários que o deixam sempre perto dos pequenos, como leva-los à escola, por exemplo. "Eu e minha esposa tentamos sempre explicar para eles que é o trabalho do papai e que logo logo estou de volta. O que fica ruim é conciliar dias festivos ou apresentações de colégio".
*Texto supervisionado pelo editor
  • Ala-pivô Gruber com sua esposa, Joana, e seus dois filhos, Beatriz e Thomaz
  • Encontro com os filhos se tornou um momento raro

Ala André Góes tem um pai cheio de orgulho

"Uma alegria que não tem tamanho, não dá para definir". Estas são palavras do vendedor Nilton César Góes, quando perguntado se sente orgulho de seu filho, André Góes, ala recém-contratado pelo Mogi Basquete

"Uma alegria que não tem tamanho, não dá para definir". Estas são palavras do vendedor Nilton César Góes, quando perguntado se sente orgulho de seu filho, André Góes, ala recém-contratado pelo Mogi Basquete. Por essa frase já dá para perceber qual o sentimento de um pai que atualmente vê seu filho brilhando nas quadras do Brasil.
A própria história do atleta está ligada diretamente à sua família, já que seus dois irmãos mais velhos, Augusto e Julio também jogavam basquete nas categorias de base de clubes do sul do país, e eram vistos como referência para o atleta de Mogi.
Desde criança, quando o vendedor levava seu filho para disputar jogos e torneios, ele já sentia que o espírito de liderança do menino seria utilizado para o esporte. "Ele sempre foi premiado com medalhas e eu ficava com muito orgulho. O André sempre foi muito dedicado e o instinto de líder sempre esteve presente em todos os ambientes que ele frequentava", destacou Góes pai.
A distância entre os dois, criada pelo sucesso da carreira do filho, nunca foi vista pelo vendedor como algo triste ou difícil de superar, já que ficava feliz em ver seu filho conquistando cada vez mais reconhecimento por onde passava. "Falta a gente sentia, mas o cara tinha crescido e tínhamos que entender isso. O sentimento de felicidade é maior a cada temporada".
Mesmo com a distância - o jogador está morando em Mogi e seu pai em Florianópolis - os dois não ficam sem se falar. Antes de todo jogo, o Góes pai faz questão de ligar para o filho para desejar um bom jogo. "Procuro sempre passar uma palavra de otimismo e para ele fazer sempre o melhor", disse Góes pai.
Ele ainda fez questão de comentar sobre os novos companheiros de seu filho, além de fazer uma avaliação sobre a estrutura do Mogi Basquete. "Conheço o trabalho espetacular do Guerrinha e sei o quanto esse time pode crescer. Tem jogadores muito bons, como o Fuzaro e o Paranhos", destacou o vendedor.
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