Esportes
Publicada em 27/07/2019 - 18h03min

Por familiares

Bolsonaro admite uso de helicóptero

Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

Bolsonaro pretende recorrer da decisão da justiça
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) admitiu ontem o uso de um helicóptero oficial por parentes que foram ao casamento de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), no Rio de Janeiro, em maio deste ano.
"Eu fui no casamento do meu filho. A minha família que tinha vindo do Vale do Ribeira estava comigo. Eu vou negar o helicóptero e mandar ir de carro? Não gastei nada além do que já ia gastar", disse Bolsonaro a jornalistas, insinuando que tinha direito a dois helicópteros.
Exaltado, Bolsonaro se recusou a responder se estava no mesmo voo que seus parentes, que aparecem em vídeo dentro do helicóptero, publicado nas redes sociais. Mais cedo, na chegada ao evento, ele se dirigiu a jornalistas reclamando de ter sido questionado ontem pela imprensa sobre o episódio e dizendo que só responderia a perguntas "sérias".
"Minha preocupação é com o Brasil. Se errar, assumo o meu erro e arco com as minhas consequências. Até agora pelo que vejo nada de errado aconteceu em nenhum momento", completou o presidente, após participar de cerimônia de formatura de militares paraquedistas na Vila Militar, em Deodoro, zona Oeste do Rio.
O presidente reforçou ontem seu apoio ao ministro da Justiça, Sergio Moro, mas disse que a decisão sobre uma possível destruição de provas obtidas pelo inquérito da Polícia Federal que investiga a invasão de aparelhos de telefone celular de autoridades por hackers não cabe ao ex-juiz.
"A decisão de possível destruição (de provas) não é dele (Moro)", disse Bolsonaro. "O Moro não fará nada que a lei não o permita fazer. Agora, foi uma invasão criminosa", completou.
Tranquilo
O presidente Jair Bolsonaro também voltou a dizer que estava tranquilo com a possível invasão de seu telefone porque não havia nada de reservado ou confidencial em suas conversas telefônicas.
"Invadir a privacidade das pessoas, quebrar sigilo sem autorização judicial também é crime. E ao quebrar sigilo sem autorização judicial privilegiar um órgão de imprensa também é crime. Publicar informações mentirosas e depois mesmo sabendo que foram mentirosas não se retratar é um crime também", defendeu o presidente.
Bolsonaro disse que confia 100% em Moro, negou que a permanência do ex-juiz no cargo de ministro da Justiça possa estar sob risco e defendeu o desempenho ele quando esteve à frente dos julgamentos da Operação Lava Jato em Curitiba. (E.C).
Compartilhe
Comentários
Comentar

Video

Mais vistos