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Publicada em 08/07/2019 - 22h34min

Estadão Conteúdo
Pós título

Tite vai acelerar processo de renovação da seleção

Precisando conquistar a Copa América para não ver seu trabalho visando o Mundial do Catar minado - ou até mesmo interrompido - três anos antes, Tite preferiu ser ortodoxo e renovou pouco a seleção que ganhou no último domingo a competição continental. O treinador repetiu 14 nomes que fracassaram na Copa da Rússia. Agora, ele deverá aproveitar que o próximo compromisso oficial será apenas no ano que vem e acelerar a renovação do elenco.
A seleção começará a disputar as Eliminatórias para a Copa do Catar apenas em março, e até lá irá se ocupar com amistosos nas datas Fifa - serão seis jogos entre setembro e novembro. A tendência é de que as partidas sirvam para lançar novos nomes e consolidar atletas mais jovens que tiveram bom desempenho na Copa América."Vamos construir de novo a equipe, novos atletas vão surgindo, novas promessas vão acontecendo. Para nós, o trabalho de selecionar é difícil. Quem diria que o Everton ia virar titular e ser o melhor em campo na final?", ponderou Tite após a final diante do Peru.
Na Copa América, a maior renovação aconteceu do meio para a frente, com Richarlison e David Neres, além de Everton. Apenas o jogador do Grêmio deu a resposta esperada à comissão técnica. Com isso, nomes como Vinicius Júnior, do Real Madrid, e Pedro, do Fluminense, devem ganhar espaço. As maiores mudanças, contudo, deverão ser feitas no campo defensivo. Setor mais regular e eficiente desde que Tite assumiu, parte da defesa brasileira está ficando "velha".
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