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Publicada em 20/07/2019 - 22h45min

Evolução

Sétima geração do Jetta faz sucesso entre os brasileiros

Motorista tem bom nível de comodidade e conforto, com assentos bem desenhados e boa posição para dirigir

A sétima geração do Volkswagem Jetta agrada em vários pontos, mas a evolução mecânica do modelo básico poderia ser maior. A plataforma flexível MQB permite que esse carro seja 5,2 centímetros mais longo. A distância entre eixos cresceu de 2,65 metros para para 2,68 metros, o que melhorou o espaço traseiro e o tamanho do porta-malas, mudando de 444 litros para 510 litros. Todo mundo vai andar confortavelmente no novo Jetta.
No interior, como em todo o carro, há muitos pontos positivos e outros melhoráveis. Para encontrar a maioria dos aspectos positivos, temos que sentar na primeira fila. Nela, o piloto terá bom nível de comodidade, com assentos bem desenhados, boa posição para dirigir e muito boa visibilidade, desde que as cabeceiras traseiras estejam guardadas, porque o vidro traseiro, por causa da forma de cupê que tem o carro, reduz a visibilidade posterior. A parte superior do painel é de plástico suave, de muito boa qualidade. Os forros das portas têm os descansa-braços acolchoados. Há console central com um porto USB e dois porta-copos. A ambientação é enriquecida pelas luzes ambiente configuráveis em 10 tons diferentes.
O painel poderá vir com o já conhecido quadro digital, um display configurável em várias funções, o que o torna capaz de exibir desde os tradicionais conta-giros e velocímetro até os dados da navegação. Mas o carro avaliado contava com instrumentos analógicos tradicionais, ou seja, conta-giros, velocímetro e uma telinha LCD entre eles. A central multimídia fica em posição superior e o desenho é apenas um pouco mais ousado do que no mais barato Virtus.
No México, a versão de entrada Comfortline tem tela de 6,5 polegadas e as superiores, R-Line e Highline, têm tela de 8 polegadas. Todas contam com funções para Apple CarPlay e Android Auto, mas só o Highline vem de série com câmera de ré integrada. Além disso, o sistema de som pode ser trocado por um de alta-fidelidade da Beats, com 400 watts.
Quem viaja na frente em um Jetta 2019 estará bem. Mas atrás a única virtude é o espaço, já que não tem saída de ar condicionado nem um porto USB ou uma tomada de 12V. Os forros das portas traseiras são de plástico barato, que baixam muito a sensação de estar num carro do seu preço. No quesito da segurança, o Jetta faz o que tem que fazer para ser competitivo no seu segmento e coloca freios ABS; controle de estabilidade e de tração e seis airbags.
O grande upgrade tecnológico será sentido nos modelos mais completos, estes sim capazes de sobressair na categoria. Há assistente capaz de evitar colisões dianteiras, sensor de ponto cego e até controle de cruzeiro adaptativo, capaz de acompanhar o trânsito e até parar e arrancar sozinho no tráfego.
Finalmente desapareceram os motores antigos, nomeadamente o 2.0 aspirado de 115cv (flex no Brasil) e o 2.5 de cinco cilindros e 170cv, que já equipou a quarta geração do Jetta no mercado brasileiro. Eles deram lugar ao já conhecido 1.4 turbo de 150cv e 25,5kgfm de torque, oferecido no Jetta vendido atualmente aqui.
  • Conforto, praticidade e tecnologia se aliam no interior do modelo
  • Nova versão é maior do que as anteriores, garantindo mais espaço traseiro e no porta-malas
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