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Publicada em 12/06/2019 - 00h31min

Felipe Antonelli*
para fazer história

Venezuela desembarca no Brasil com time 'Maduro'

Apesar das dificuldades políticas e econômicas no país, seleção vive seu melhor momento

A Venezuela atravessa um momento difícil de sua história, refletido claramente em seu povo que ainda sofre com os embates políticos. Mesmo assim, sua seleção vem obtendo as melhores conquistas. Desde os anos 2000, a seleção venezuelana conseguiu agregar uma série de jogadores taticamente inteligentes que vêm ao Brasil para disputar a Copa América com a ambição do primeiro título no torneio.
A aposta é na juventude que, há dois anos, na Coreia do Sul, conquistou o segundo lugar no Campeonato Mundial Sub-20. Sua melhor posição na Copa América também foi conquistada recentemente, em 2011, na Argentina, quando a seleção ficou com a quarta posição.
O centroavante Salomón Rondón, considerado o grande símbolo atual da Vinho Tinto, se tornou o maior artilheiro da história da seleção. O feito veio depois dos dois gols marcados diante dos EUA, em partida que os venezuelanos bateram os americanos por 3x0. Além do artilheiro, a seleção também conta com o pequeno Soteldo, atleta que joga pelo Santos e tem feito boas partidas pelo time.
A relação entre a equipe e a política nacional ficou clara quando, após a classificação da seleção Sub-20 para a final do Campeonato Mundial, o técnico da seleção, Rafael Dudamel implorou a Nicolás Maduro, atual presidente do país, para que parasse com as guerras. "Presidente, pare as armas! Hoje um garoto de 17 anos nos deu alegria. E ontem morreu outro de 17 anos", disse.
Não é a primeira vez que o futebol se mistura com política e assuntos que fogem das quatro linhas do gramado. Mesmo neste clima de tensão nacional, a seleção da Venezuela vem ao Brasil para continuar realizando feitos inéditos e marcando - com alegria - a história do país.
* Texto supervisionado pelo editor.
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