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Publicada em 08/06/2019 - 01h05min

Felipe Antonelli*
'em casa'

Força paraguaia está na intimidade com o samba

Boa parte dos jogadores convocados pelo Paraguai atua nas equipes do futebol brasileiro

Bicampeões da Copa América (1953 e 1979), a seleção do Paraguai se destaca como a principal equipe do segundo escalão do futebol sul-americano. Alguns feitos dos paraguaios merecem respeito, já que, além dos dois títulos continentais, são medalhistas de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, e foram até as quartas de final da Copa do Mundo, em 2010, na África do Sul, feito nunca antes realizado.
Além disso, o Paraguai chegou nas semifinais em duas das últimas três edições da Copa América, embora tenha vencido apenas uma das 15 partidas disputadas nessas edições (9 empates e 5 derrotas): 1 a 0, contra a Jamaica, em 2015.
Mesmo com esse histórico negativo, não é improvável imaginar que a seleção venha para o Brasil e apronte alguma surpresa com os gigantes do continente. Se depender da intimidade de alguns atletas com o samba, o Paraguai pode ir longe. Um deles é o atacante Ángel Romero. Bi-campeão brasileiro com o Corinthians, está no Timão desde 2014, mas vive incertezas no clube e não vem sendo relacionado para as partidas desde o começo do ano. Balbuena, Derlis Gonzalez, Gatito Fernández, Piris da Mota e Gustavo Gomes completam a lista de paraguaios que atuam no Brasil ou que passaram por aqui recentemente.
Mesmo com o considerável peso de sua camisa, os paraguaios atravessam um momento difícil. A seleção não se classificou para a Copa do Mundo do ano passado, na Rússia, quando ficou na sétima colocação, uma posição abaixo da tão almejada classificação. O resultado mais recente foi um empate por 1 a 1 contra Honduras na quarta-feira. Neste clima de incertezas, a seleção chega ao Brasil para a disputa da Copa América para provar que tem relevância no cenário continental e que não é apenas uma equipe de segundo escalão.
* Texto supervisionado pelo editor.
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