Cidades
Publicada em 14/05/2019 - 22h50min

Lilian Pereira
Câmara

Furtos em cemitérios são discutidos em sessão

Vereadores sugeriram instalação de câmeras e Parceria Público Privada para ajudar na manutenção dos espaços municipais e conter as invasões

Foto: Diego Barbieri/CMMC

Mudança no regimento interno da Casa também foi um tema que gerou discussão
Os cemitérios de Mogi das Cruzes foram alvo de discussão ontem em plenário pelos vereadores. Uma das principais preocupações citadas, além da manutenção dos locais, é a questão de furtos. O assunto foi levantado pelo vereador Pedro Komura (PSDB), após a ocorrência de uma queda do muro do Cemitério da Saudade, no distrito de Braz Cubas, no final de semana. "Além de ter poucas vagas para que os entes queridos sejam enterrados, os furtos preocupam. Tem pessoas que entram no cemitério com mochilas e levam as placas e outros materiais para vender", explicou.
Uma solução para amenizar os furtos, de acordo com Komura, seria a instalação de câmeras de segurança, pois facilitaria o trabalho da prefeitura em acompanhar as situações, bem como a Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Militar e Civil. "Os casos de furto estão acontecendo principalmente no Cemitério São Salvador, e, no domingo, conversei com o administrador do local. Ele me contou que vários túmulos estão danificados. Quando essas situações ocorrem, eles levam a pessoa na delegacia para fazer um boletim de ocorrência, mas logo ela está solta e furtando de novo", disse. Outra sugestão, citada pelo vereador Carlos Evaristo (PSD), seria uma Parceria Público Privada (PPP) para que os cemitérios tenham a devida manutenção.
Rejeitado
O vereador Rodrigo Valverde (PT) apresentou ontem um projeto substitutivo ao criado pela Comissão Especial de Vereadores (CEV), que diz respeito sobre a mudança no regimento interno da Casa. No entanto, a propositura foi rejeitada pelos demais vereadores. "Eu me atentei artigo por artigo, atualizei a numeração e também diversas outras coisas que a sociedade vem pedindo. O regimento que usamos hoje é de 2001, um texto que não suporta mais", explicou Valverde.
No ano passado, Komura, que estava como presidente do Legislativo, formou uma CEV para discutir o assunto e criar um novo regimento interno. Para o vereador Mauro Araújo (MDB), a ideia de Valverde "jogaria fora" o trabalho da comissão. "Entendo a colocação do Valverde, mas ficamos quase seis meses nessa comissão, vários vereadores apresentaram emendas e, de acordo com o regimento interno, se deliberar esse projeto, jogamos fora todo o trabalho de um ano dessa Casa. O MDB se coloca desfavorável à deliberação do projeto", justificou.
O atual presidente da Casa, o vereador Sadao Sakai (PR), usou a tribuna para ressaltar que o projeto para mudar o regimento interno é do Legislativo como um todo. "O projeto não é da mesa, é um trabalho da Câmara que foi aberto para discussão de todos os vereadores. Tivemos cuidado de remeter uma cópia para todos e agora o Valverde apresenta um substitutivo. Isso ultrapassa todo o trabalho feito", afirmou.
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