Opinião
Publicada em 13/04/2019 - 22h08min

Recomeço consciente

Insistindo na ideia de "fazer mais com menos", Jair Bolsonaro (PSL) assumiu o comando com a missão de acabar com os desperdícios e privilégios. Com o compromisso de zerar o déficit público até o segundo ano de mandato, o atual presidente se engaja no cumprimento da sua promessa de campanha. E, se depender dele, poderá cumpri-la, uma vez que cortes nas verbas em praticamente todos os setores foram anunciados desde o seu primeiro dia de governo.
Não só os ministérios foram diminuídos, como também os repasses, e as reduções estão abalando a sociedade. O decreto 9.741, publicado no dia 29 de março em edição extra do Diário Oficial da União, contingenciou R$ 29,582 bilhões do Orçamento Federal de 2019. Com isso, a Educação perdeu
R$ 5,839 bilhões, cerca de 25% do previsto. Em seguida, a diminuição afeta os ministérios da Defesa e da Infraestrutura, cujos cortes foram de R$ 5,107 bilhões e R$ 4,302 bilhões, respectivamente. Os bloqueios afetaram, inclusive, os ministérios do Desenvolvimento Regional (R$ 2,982 bilhões), Ciência e Tecnologia (R$ 2,132 bilhões) e Cidadania (R$ 1,050 bilhão). A menos prejudicada foi a pasta da Saúde, que teve uma redução de R$ 599 milhões.
Os mais prejudicados têm sido os setores que contribuem mais diretamente para o desenvolvimento da nação. Um deles é a Educação, cujos cortes abalam os institutos de pesquisas, que veem a conclusão de seus estudos ameaçados; e a Cultura, cujo segmento não sabe qual será o destino de inúmeros projetos socioculturais. É fato que o país precisa voltar a respirar, após uma crise econômica que perpassa os quatro anos, no entanto, é necessário avaliar quem são os prejudicados diante dos cortes.
Programas, projetos, iniciativas voltadas aos setores sociais, culturais e educacionais estão sob ameaça e é preciso considerar os segmentos que contribuem, em demasia, para o desenvolvimento do Brasil. De que adianta um país enxuto economicamente, mas imperado pelas desigualdades.
Por um recomeço consciente, inteligente e inclusivo.
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