Opinião
Publicada em 13/04/2019 - 00h59min

Um mês

Aquela trágica manhã de 13 de março ainda passa e repassa na memória de muita gente no Alto Tietê. Há exato um mês, o país acompanhava pelos jornais e TVs o desenrolar das nove mortes ocorridas dentro da Escola Estadual Professor Raul Brasil. Uma outra ocorreria ainda antes dos ataques promovidos pelos atiradores, identificados como Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25. Nesse caso, a vítima era um tio do adolescente.
As investigações promovidas pela Polícia Civil apontam que os atiradores, provavelmente, não agiram sozinho no que diz respeito a montagem dos assassinatos, no entanto, a execução foi orquestrada pela dupla, com o menor tomando a frente da situação e disparando o revólver calibre 38 a esmo, não importando em quem acertasse, o importante era acertar. O maior de idade, de acordo com as imagens da escola, surgiu na sequência e distribuiu machadadas nas vítimas e em quem passasse pelo caminho. Depois de matar cinco alunos e duas funcionárias, Taucci atirou em Castro e, na sequência, cometeu suicídio.
É fato que quando ocorre esse tipo de situação, um dos primeiros pontos a serem levantados é a segurança dentro das escolas. A pauta é legítima e deve ser levada adiante, mas o problema é que comportamentos como a desses dois atiradores é imprevisível, haja visto que ações semelhantes já ocorreram no Brasil, em outros espaços, inclusive dentro de uma igreja, como foi o caso de Campinas, em dezembro passado. Na ocasião, seis pessoas morreram.
Por muitas vezes, a mente humana é incognoscível e é provável que ainda levemos um bom tempo para desvendar todos os mistérios do funcionamento dela, mas até o momento é possível imaginar que tanto Taucci quanto Castro poderiam ter algum desvio de comportamento. Isso não se trata de uma tola defesa de ambos, não, mas pode evidenciar que a ação deve ser tratada como algo maior do que um crime comum. Era uma idealização a ser atingida por eles. O certo é que o Alto Tietê jamais esquecerá aquele 13 de março.
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