Cidades
Publicada em 13/04/2019 - 22h09min

Nicolas Takada*
Ministério público

Com apoio do MP, Suzano cobra participação dos pais em escolas

Prefeitura busca meios legais para que responsáveis possam acompanhar vida escolar sem ter falta no trabalho

Foto: Fotos: Felipe Claro

Evento que idealiza a paz foi marcante e emocionante, segundo os presentes
O prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PR), está recebendo apoio do Ministério Público (MP) na sua proposta de integrar os pais às reuniões escolares dos filhos. No evento Suzano Pela Paz, que reuniu 20 mil pessoas ontem, ele afirmou que está buscando com o MP meios de garantir a liberação dos pais para que compareçam a esses encontros nas instituições de ensino. Conforme publicado ontem pela coluna Tribuna, do Diário do Alto Tietê, o prefeito retirou um projeto de lei enviado à câmara que previa multa a quem não comparecesse.
A ideia agora é buscar novas alternativas para a proposta. "Queremos tirar as multas, porém, continuaremos a cobrar a presença dos pais nas escolas. Estamos analisando, junto com o Ministério Público, uma logística de alguma ferramenta jurídica que possa melhorar a relação família /escola /pais e professores", afirmou o prefeito. Ele destacou que pretende garantir a liberação dos pais por parte das empresas ou órgãos públicos onde trabalham. "Independentemente de onde o pai trabalha, (dar) a garantia de que possa ir na reunião e não ser descontado o dia de serviço", completou.
O "Suzano Pela Paz" foi realizado no Parque Max Feffer ontem, quando o ataque à Escola Estadual Raul Brasil completou um mês. O local contou com shows, espaço para alimentação e atrações para as crianças. Entre as apresentações, estavam a fanfarra da Escola Estadual Helena Zerrenner, a Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, o padre Antônio Maria, o cantor gospel Paulo César Baruk, a Família Lima, a cantora Ana Vilela e o Quarteto da Orquestra da Câmara de Suzano. A aluna Leticia Nunes, da Escola Raul Brasil, cantou dois louvores.
O evento teve como um dos pontos altos a abertura do Jardim da Paz, com mais de 2 mil flores formando a palavra "Paz", rodeada por árvores.
Para a dona de casa Mônica Aparecida Ferreira, de 33 anos, o evento foi um momento de incentivar a paz. "Estamos sentindo um clima muito bacana. As minhas duas filhas mais velhas estudam na escola (Raul Brasil) e sentiram o baque. Por isso, vi a necessidade de trazê-las aqui''.
Para a dona de casa Ivanir Aparecida Xavier, 49, a programação foi muito emocionante e comovente. "A impressão do evento é de que a vida continua, só que cultivando a paz".
*Texto supervisionado pelo editor.
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