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Publicada em 11/04/2019 - 23h15min

Estadão Conteúdo
cem dias

Nova Previdência é a próxima iniciativa, destaca Bolsonaro

Ao apresentar balanço do início de gestão, presidente aposta na reforma para equilibrar as contas públicas

Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Acompanhado de seus ministros, Jair Bolsonaro reforçou as 35 metas cumpridas
Após completar cem dias de governo e apresentar as 35 metas cumpridas, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) destacou a Nova Previdência e o novo pacto federativo como as próximas iniciativas a serem efetivadas. "A Nova Previdência tem papel de equilibrar as contas públicas", disse ontem pela manhã, em breve discurso. O presidente também afirmou que tem trabalhado pela valorização da família, dos valores cristãos e da educação sem ideologia.
"Foram estabelecidas metas em todos os setores, divididos nos eixos social, infraestrutura, econômico, institucional e ambiental. Ressalto que além das 35 ações estipuladas, diversas outras ações estão sendo planejadas pelo Executivo", disse.
Em referência ao pronunciamento do porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, que o antecedeu, Bolsonaro disse que "o mar está revolto, mas o céu é de brigadeiro". "A missão é difícil, mas com vontade e determinação chegaremos ao porto seguro", avaliou.
Bolsonaro também voltou a afirmar que pergunta a Deus "o que fez para estar aqui", em referência ao cargo que ocupa, mas que "pede força e determinação para concluir a missão". "A missão é difícil, mas com vontade e determinação chegaremos ao porto seguro", declarou. "Os desafios são inúmeros e complexos neste grandioso Brasil", completou.
O presidente também reforçou que o país está empenhado nas melhores práticas governamentais e que quer deixar o Brasil melhor para as futuras gerações. "Nós temos que acreditar no nosso país", defendeu.
Na fala, Bolsonaro relembrou viagens feitas nas últimas semanas aos Estados Unidos, Chile e Israel e disse que pretende fazer mais viagens ao exterior ainda este ano. Na quarta-feira, em encontro com embaixadores, o presidente reafirmou que quer visitar os países árabes. Ele também tem viagens previstas para China e Japão.
Pacote
Em solenidade no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro assinou ontem um conjunto de 18 atos para celebrar a marca dos cem dias de seu governo. Dentre os destaques, há o projeto de lei complementar que trata da autonomia do Banco Central.
Além da autonomia do BC, o presidente assinou outros três projetos que precisarão ser apreciados pelo Poder Legislativo. Um deles é uma proposta de lei complementar que disciplinará a indicação de dirigentes de instituições financeiras. Um outro dispõe sobre o ensino domiciliar (leia abaixo), e o último trata da Bolsa Atleta.
Na lista de medidas, também há o já anunciado decreto do "revogaço", que anulará 250 decretos considerados sem eficácia ou com validade prejudicada.
O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, voltou a admitir erros nos primeiros cem dias da gestão Bolsonaro, mas avaliou que foram questões "pontuais" e que a maioria das ações até o momento foi positiva. Como fez em outros discursos, ele justificou que o governo "está aprendendo". "Tem que ter paciência", reforçou.
Lorenzoni também afirmou que é preciso ter "humildade" para reconhecer quando o governo se engana. "Precisamos ter humildade. Saber que a gente erra e corrigir." Ele também elogiou o presidente Bolsonaro, dizendo que ele é o primeiro a reconhecer quando não possui informações sobre determinado assunto.
No início, ao ser questionado sobre o que está dando errado, o ministro afirmou que, às vezes, se coloca para jogar alguém que não oferece o rendimento que se esperava. Neste caso, alegou, é preciso mudar. Desde o início do ano, dois ministros foram demitidos.
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