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Publicada em 09/04/2019 - 23h01min

Estadão Conteúdo
Diretrizes

Novo ministro quer 'pacificar' MEC e 'quem não ficar satisfeito' será retirado

Discurso de posse durou pouco mais de oito minutos e teve um tom constante de crítica às disputas internas na pasta

Foto: Divulgação

Com um tom duro e direto, Weintraub disse que não haverá espaço para contestar as diretrizes de Bolsonaro
Durante a transmissão de cargo, o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, fez um discurso duro e direto contra a disputa interna na pasta entre grupos "olavistas" e grupos militares. O ministro disse que chega para "pacificar", mas estava decretando "um novo rumo" dentro da instituição e que, "quem não ficar satisfeito", será retirado.
"A gente vai pacificar o MEC. Como funciona a paz? A paz a gente está decretando a partir de agora, que o MEC tem um rumo e uma direção. E quem não estiver satisfeito com ela, por favor, avise que vai ser retirado", afirmou o ministro.
O discurso durou pouco mais de oito minutos e teve um tom constante de crítica às disputas internas na pasta. O 'Estado' mostrou que a disputa entre grupos olavistas e militares contribuiu para a queda do ex-ministro Ricardo Velez Rodrigues. Em grupos privados e nas redes sociais, integrantes do grupo do filósofo e escritor Olavo de Carvalho acusaram militares de tentarem expurgá-los do Ministério da Educação para frear as investigações da "Lava Jato da Educação", um pente-fino anunciado pelo governo nos contratos firmados nas gestões passadas.
Os "olavistas" acusavam coronéis e generais da reserva com cargos na pasta de isolarem o então ministro Vélez Rodríguez e "sabotaram" ações no setor defendidas na campanha de Jair Bolsonaro. Em seu breve discurso, o novo ministro afirmou que não haverá espaço para contestar as diretrizes do governo Bolsonaro. "Eu posso ter posição diferente do presidente Bolsonaro. Eu tenho duas alternativas: ou eu obedeço ou eu caio fora", afirmou o ministro. "A pessoa pode ter a convicção pessoal que for. Eu tenho as minhas convicções pessoais. Mas a partir do momento que eu entro no governo, eu tenho que me pautar pelas convicções que são feitas pelo topo", completou.
Para o ministro, a pasta deve haver só uma direção. "Não existe hipótese que aqui dentro vai ter discordância".
 
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