Opinião
Publicada em 15/03/2019 - 00h33min

Tribuna

Luto
O dia de ontem amanheceu em luto pelas vítimas do massacre que ocorreu anteontem na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano. Durante o velório de seis delas, na Arena Suzano, era visível a quantidade de pessoas que foi ao local para se despedir sem ao menos ter conhecido alguma delas. Muitas pessoas levavam flores e cartazes pedindo justiça e segurança.
Sonhos
Cinco das vítimas eram estudantes da escola. Jovens, ainda tinham muitos sonhos pela frente. Um dos adolescentes, Samuel Melquíades Silva de Oliveira, já tinha realizado um desses sonhos. Ele chegou a ilustrar o livro "Como consertar um coração quebrado", de autoria de Adriano Fonseca.
Solidariedade
A subsede de Poá e Ferraz de Vasconcelos do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) se solidarizou com o atentado na escola de Suzano. "Sabemos o quanto nós professores e demais profissionais que compomos a comunidade escolar estamos suscetíveis e à mercê da ausência de segurança nas escolas, as estatísticas estão aí cotidianamente para nos lembrar. Entretanto, não queremos que as escolas se transformem em campos militarizados, e, sim, espaços de vivências sadias, produção e troca de saberes", informou.
Condemat
Prefeitos que integram o Conselho de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) estão empenhados em prestar solidariedade a Suzano. As prefeituras deixaram à disposição equipes de profissionais de várias áreas para o apoio aos familiares das vítimas, assim como a estrutura de veículos e outros equipamentos municipais.
Consternado
O deputado estadual Estevam Galvão (DEM) está consternado com a tragédia. "Vidas e sonhos que se perderam diante de uma barbárie sem precedentes em nossa cidade. É lamentável e incompreensível", disse. Galvão e a esposa, Viviane, lecionaram no Raul Brasil e consideram a escola uma das mais tradicionais de Suzano.
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