Opinião
Publicada em 14/03/2019 - 03h56min

Epidemia de violência

O atentado à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, ontem, é mais um triste caso de um tipo de violência que o brasileiro, até há poucos anos, não estava acostumado a ver. Infelizmente, atentados que pareciam vir apenas de fora do país ficam cada vez mais "comuns" por aqui. Apenas recordando alguns episódios recentes, em dezembro do ano passado, um atirador abriu fogo e matou cinco pessoas e deixou outras três feridas, em uma igreja de Campinas. Três meses antes, foi a vez de um aluno de 15 anos atirar e ferir dois colegas em um colégio no Paraná.
Isso aponta que não podemos mais pensar em "violência" como um tema inserido apenas no ambiente policial e da criminalidade. Essa epidemia de crueldade já tomou conta de todos os tecidos da sociedade, inclusive o escolar. Por isso, já passou da hora de pensar em como prevenir esses ataques.
A questão da segurança nas escolas é delicada e deve ser estudada caso a caso, mas é certo que alguma providência deve ser tomada para aumentar a sensação de segurança dos alunos e dos diretores e professores que, sob a responsabilidade de tantos adolescentes, vivem cada vez mais aterrorizados pela possibilidade de ataques como o que ocorreu ontem, principalmente devido ao aumento no número de casos semelhantes que já ocorreram no Brasil. Sabemos que não há estrutura suficiente para que sejam criadas bases policiais nas escolas, por isso, ações como aumentar o número de atividades delegadas (quando o policial militar de folga é pago para trabalhar em locais vulneráveis e com maior risco de violência) são tratadas e cobradas com afinco por este jornal. Se essa não for a melhor medida, que outras sejam pensadas e efetivadas. Outra questão importante é aumentar, de uma vez por todas, a fiscalização as redes sociais, que muitas vezes escancaram indícios que são deixados de lado.
Vivemos ontem uma das maiores tragédias já ocorridas no Alto Tietê e mais uma para a conta de 2019 em âmbito nacional. O que nos resta, a curto prazo, é a solidariedade às famílias das vítimas. A longo prazo, a necessidade de medidas preventivas se mostra indispensável.
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