Opinião
Publicada em 14/03/2019 - 03h56min

Cedric Darwin

Luto

O mundo está em luto por mais um brutal ataque ocorrido em uma escola, agora em Suzano. Duas funcionárias e cinco jovens alunos foram brutalmente assassinados. Uma dupla de homicidas, após o massacre também tirou a própria vida. Um comerciante também foi morto antes do ataque, tio de um dos assassinos. A morte de uma dezena de pessoas, oito vítimas e os dois atiradores, choca. A dor é incomensurável.
Como consolar pais que deixaram os filhos na escola e nunca mais os terão? A dor dos familiares das funcionárias assassinadas em serviço. A dor das famílias dos dois jovens assassinos. É uma tragédia. E a grande pergunta é: por quê? O que levou dois jovens a matar inocentes. Os assassinos eram vizinhos e antigos alunos da escola. Conhecidos das vítimas que trabalhavam na escola fizeram, além delas, mais cinco, todos adolescentes. Foram assassinadas com tiros de um revólver, velho e sem identificação. Havia muita munição e não fosse a intervenção da polícia militar, a tragédia poderia seria muito maior.
Segundo a polícia, um assassino matou o outro e depois se matou. Como impedir que novas tragédias como essa ocorram novamente? Não se vê mais as rondas escolares, raramente há vigias ou seguranças em escolas públicas. O que fazer para inibir ataques como esse e impedir que vítimas inocentes sejam mortas. Volta a polêmica sobre a questão das armas de fogo.
É fácil a sua obtenção ilícita, como a que foi utilizada nesse massacre, inclusive com farta munição e um carregador rápido para revólver. Sem o uso da arma de fogo, a letalidade seria menor ou nem haveria mortos. Vivemos um ano de tragédias, a primeira e maior delas foi a de Brumadinho, depois as enchentes e suas vítimas no Rio, em São Paulo e no ABC, a morte de jovens atletas do Flamengo e agora o massacre de Suzano e mais cinco jovens tiveram a vida ceifada. Luto, 2019 é um ano de luto contínuo, que as famílias de todas as vítimas possam ser consoladas e amparadas e que o Poder Público atue para evitar que novas tragédias sejam vividas por um povo já tão castigado com o nosso.
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