Opinião
Publicada em 13/03/2019 - 00h19min

Responsabilidades

A Região Metropolitana de São Paulo recebeu cerca de 90% da chuva prevista para todo o mês em apenas nove horas, de acordo com informação da Prefeitura de São Paulo. De fato, um número grande, o que deixaria em alerta quase todos os municípios do Alto Tietê, e foi o que acabou ocorrendo. Também é possível de se imaginar que, mesmo se todas as cidades tivessem um bom planejamento contra chuvas, estragos e problemas acabariam surgindo de qualquer maneira, dado o volume de água que caiu na região entre a noite de domingo e a madrugada de anteontem. Como efeito de comparação, na região do Sistema Produtor Alto Tietê (Spat), foram 99,3 milímetros de chuva, porém, a média história para todo o mês é de 172 milímetros. Com um aguaceiro desse é difícil tentar fazer alguma coisa na hora, mas, antes que o período de chuvas comece, há muito a ser feito.
A responsabilidade tem que partir de ambos os lados, poder público e população. É o dever das prefeituras impedir que imóveis sejam construídos em áreas de risco, como encostas, morros e beiras de rio. Ao se construir em lugares assim, é questão de tempo para que uma tragédia ocorra, pode demorar uma centena de anos, mas é quase certo que irá ocorrer. Quem paga por isso, e as vezes com a vida, são justamente essas pessoas que escolhem lugares como esse para morar.
Por outro lado, a população precisa entender que não é possível mais montar casas em áreas de risco. Os rios estão assoreados e o solo encharcado. Vale mesmo a pena arriscar a própria segurança e a da família para se estabelecer em um local como esse? Vale lembrar que essa tentativa de assentamento, geralmente, vem acrescida de uma queda de braço com as prefeituras.
Medidas como a limpeza de bueiros e galerias devem ser mantidas pelas administrações, caso isso não ocorra, a água vai represar, uma vez que o solo nas cidades está quase impermeável. Os cidadãos podem ajudar não jogando lixo na rua, próximo de sarjetas e córregos. A princípio são medidas simples, mas que custam a ser utilizadas
pelos brasileiros.
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