Cidades
Publicada em 14/03/2019 - 22h15min

Lílian Pereira
Suspeito

Polícia pede a apreensão deterceiro envolvido no ataque

Investigação aponta a participação de mais um adolescente no atentado; ele teria contribuído no planejamento

Foto: Felipe Claro

Escola Estadual Raul Brasil segue fechada para investigação da Polícia Civil
As investigações do massacre ocorrido na quarta-feira na Escola Estadual Raul Brasil, no Jardim Imperador, em Suzano, serão conduzidas pela Delegacia de Suzano com o apoio do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da Seccional de Mogi das Cruzes. No final da tarde de ontem, a Polícia Civil revelou que trabalha com a hipótese da participação de um terceiro elemento, que teria estudado na mesma sala de Guilherme na escola e atuado na elaboração do plano de ação. Sem apresentar maiores detalhes do suspeito, sua apreensão já foi solicitada, conforme adiantou o delegado Ruy Ferraz Fontes.
De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública, equipes policiais realizaram buscas nas residências dos ex-alunos que cometeram o atentado: o adolescente Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25. Dentre as apreensões, estão computadores, tablets e anotações pessoais.
O boletim de ocorrência registrado sobre o atentado aponta que boletos emitidos pelo site de compras Mercado Livre com comprovantes de pagamentos também foram apreendidos, ou seja, ao que tudo indica as armas brancas foram adquiridas pela Internet. A comprovação pode ser confirmada pelo próprio registro, já que os policiais encontraram uma embalagem etiquetada com o nome do site identificando a compra de um arco e flecha. Dentre os objetos encontrados, estão dardos, alvos para treino de tiro usados, estojos de munição, caixa de papelão contendo identificação de vendedores de mercadorias diversas e um videogame.
'Dark Web'
O Ministério Público (MP) de São Paulo também entrou na investigação do caso e irá apurar se há alguma organização criminosa por trás do ataque na escola. De acordo com informações do MP, um promotor e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), investigarão se Monteiro e Castro faziam parte do fórum Dogolachan na Deep Web, que seria as profundezas da Internet, com conteúdos obscuros.
Nas redes sociais, muitos apontam que a dupla era integrante do grupo. Para se ter uma ideia, o Dogolachan é um site em que os conteúdos são publicados de forma anônima. No entanto, são de caráter extremista, de ódio, racismo e violência. Caso seja confirmada uma ligação dos atiradores com o grupo, a Polícia Federal poderá entrar na investigação.
 
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