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Publicada em 14/03/2019 - 23h32min

Estadão Conteúdo
política Desarmamentista

Major Olímpio volta a defender posse de arma

Parlamentar chamou de "picaretagem" os depoimentos contra armamento; ele alega que esta é uma visão esquerdista e que privilegia o marginal

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Para senador, armamento minimizaria tragédia escolar
O líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), disse ontem que não se arrepende de ter afirmado que o massacre em uma escola de Suzano poderia ter sido minimizado se algum funcionário portasse arma de fogo. Ele voltou a defender a posse e o porte e rebateu o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que declarou nesta quarta que a defesa do porte de arma nestas situações levaria a uma "barbárie" no País.
"(Não me arrependo) De jeito nenhum. Quanto mais intensa minha fala... A população sabe o que estou falando. Rodrigo Maia é desarmamentista, ele tem compromisso com a esquerda, como foi para não pautar a flexibilização do Estatuto do Desarmamento. O compromisso dele é de fazer 'oba-oba' com a esquerda", disse o senador.
Durante sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, Major Olimpio disse que "se tivesse um cidadão com uma arma regular dentro da escola, professor, servente, policial aposentado trabalhando lá, ele poderia ter minimizado o tamanho da tragédia".
O senador também atacou fortemente o Estatuto do Desarmamento e os críticos do decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro que flexibilizou as regras para obtenção da posse de arma. Para o parlamentar, apesar do decreto presidencial, a legislação continua muito restritiva e peca por omissão.
No final da tarde de quarta, Maia disse que a segurança pública não é responsabilidade do cidadão. Para ele, se o Estado não está dando segurança à população, a responsabilidade é do gestor público da área de segurança.  "O que eu espero é que alguns não defendam que, se os professores estivessem armados, teriam resolvido o problema. Pelo amor de Deus. Espero que as pessoas pensem primeiro nas vítimas dessa tragédia e depois compreendam que o monopólio da segurança pública é do Estado".
Ontem, o líder do partido de Bolsonaro chamou de "picaretagem" a política desarmamentista, avaliou que ela "tirou a possibilidade de defesa do cidadão e deu a certeza para o marginal". O senador negou que seus posicionamentos e sua intenção de priorizar no Senado a pauta de segurança pública e o combate à corrupção poderiam atrapalhar o andamento da agenda econômica do governo. "Não é por causa de reforma que eu vou deixar de dizer as verdades que eu digo há 41 anos que sou policial", declarou. 
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