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Publicada em 13/03/2019 - 00h21min

Alagamentos na capital

SP decreta situação de emergência

Em sua primeira aparição após voltar antes do prazo previsto de uma licença não remunerada por causa dos estragos da chuva que atingiu a Grande São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou ontem que a Prefeitura de São Paulo vai decretar situação de emergência nas regiões atingidas pela tempestade na segunda-feira, como ruas dos bairros da Vila Prudente e do Ipiranga.
O número de mortos subiu para 13 após atualização da prefeitura, que confirmou mais um óbito na capital, totalizando dois: um adulto na avenida do Estado, que ainda não tinha sido identificado, e uma criança de 9 anos no Parque São Rafael, na zona leste. De acordo com Covas, a criança morava em uma área que terá seus 800 moradores transferidos para uma unidade habitacional, que já está em obras. Ela foi vítima de um deslizamento.
Na manhã de ontem, o prefeito visitou residências no Ipiranga. "A Secretaria (Municipal) das Subprefeituras está desenhando o mapa que vai orientar a elaboração desse decreto, que não atinge a cidade toda. Já atendemos mais de mil famílias e a expectativa é de que vamos chegar a 1,3 mil famílias que vão receber o atendimento", adiantou. Para essas pessoas, a gestão municipal ofereceu 3 mil colchões, 3 mil cobertores, 800 cestas básicas e 800 kits de higiene.
Segundo o secretário de Segurança Urbana, José Roberto Rodrigues de Oliveira, o decreto permite que o município solicite recursos federais e que as pessoas afetadas pela enchente efetuem o saque de parte do Fundo de Garantia. "As pessoas atingidas vão poder sacar até R$ 6.220", explicou.
Covas disse ainda que moradores afetados podem solicitar isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e que vai se reunir hoje com o governador João Doria (PSDB), que convocou prefeitos da região do ABC para definir outras ações.
"Vamos solicitar ao governo que possa isentar da cobrança de água as famílias que estão na mesma região e que vão ter situação de emergência reconhecida pela prefeitura e que possa criar, por meio da Desenvolve SP, uma linha de crédito para que elas possam, com juros subsidiados, comprar seus móveis e eletrodomésticos para reconstruir suas casas." (E.C.)
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