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Publicada em 12/03/2019 - 00h34min

Estadão Conteúdo
Situação crítica

Temporal provoca 12 mortes e espalha pânico por São Paulo

Chuvas na madrugada de domingo e manhã de ontem também deixaram alagamentos em diversas regiões

Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

Bombeiros resgatam vítimas em São Bernardo, no ABC
As fortes chuvas que atingiram a cidade de São Paulo e o Grande ABC na noite de domingo e madrugada de ontem causaram diversos transtornos. Até o início da tarde, o Corpo de Bombeiros havia confirmado 12 mortos. Segundo a Defesa Civil, somente em Ribeirão Pires, na região metropolitana de São Paulo, foram registrados quatro óbitos e dois feridos no desabamento de uma casa após deslizamento de terra.
Na avenida do Estado, na divisa entre São Paulo e São Caetano do Sul, quatro pessoas foram arrastadas pela enxurrada e morreram por afogamento, de acordo com a Defesa Civil. São três em São Caetano e uma em São Paulo. Outras 12 pessoas foram resgatadas - sendo quatro mulheres e oito crianças, segundo o Corpo de Bombeiros. Com o transbordamento do rio Tamanduateí, a situação na região do Ipiranga, na zona sul, é a mais crítica e a área segue em estado de alerta desde as 20h40 do domingo.
As marginais do Pinheiros e do Tietê ficaram travadas em diversos pontos e os motoristas tiveram de abandonar os veículos enquanto aguardavam o trânsito desafogar.
Em São Bernardo do Campo, um motociclista morreu afogado. Foram registrados na cidade muitos alagamentos e quedas de árvores. Um deslizamento em Embu das Artes teve três vítimas socorridas - sendo uma delas uma criança que veio a óbito no hospital. Santo André teve uma vítima de afogamento e muitos alagamentos. São Caetano do Sul também sofreu com muitos pontos de alagamento.
Além da região metropolitana, a situação mais crítica se deu também no Ipiranga, bairro da zona sul da capital. Desde as 20 horas do domingo, o bairro entrou em estado de alerta, que foi mantido na manhã de ontem. O córrego do Ipiranga, o rio Ribeirão dos Meninos e o rio Tamanduateí transbordaram.
Covas retorna
Com a situação crítica, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), que estava de licença, antecipou o seu retornou e voltou ontem para a capital paulista. Covas saiu de licença não remunerada em 9 de março e retornaria no dia 15. "Depois de determinar a criação do comitê de crise e acompanhar todas as ações dos secretários para diminuir o impacto causado pela forte tempestade durante a madrugada e a manhã de hoje (ontem), o prefeito reassume o cargo a partir desta terça-feira (hoje)", informou em nota a Prefeitura de São Paulo.
Mais cedo, a administração municipal convocou uma coletiva de Imprensa às pressas. Prefeito em exercício de São Paulo, Eduardo Tuma disse que não havia nada que pudesse ter sido feito antes para evitar a tragédia que aconteceu na cidade com a forte chuva da madrugada.
Tuma disse, em coletiva, que "mesmo longe, Covas estava presente" para ajudar na situação. Segundo ele, um comitê de crise foi formado e todas as decisões estariam sendo coordenadas por Covas.
Ele foi questionado diversas vezes pelos jornalistas sobre a licença do prefeito e se o momento seria apropriado para se ausentar. Tuma não respondeu aos questionamentos e apenas afirmou que o prefeito "estava presente".
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