Brasil e mundo
Publicada em 08/03/2019 - 23h13min

Estadão Conteúdo
Candidatura Laranja

Bolsonaro evita dar opinião em denúncia

Perguntado em evento sobre o envolvimento do ministro do Turismo em candidaturas laranjas do PSL, presidente disse esperar as investigações

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Marcelo Álvaro Antônio, ao lado de Jair Bolsonaro, durante cerimônia de posse
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) evitou comentar a situação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. "Deixa as investigações continuarem", disse Bolsonaro ao ser questionado se o caso gera constrangimento. Em seguida, o presidente encerrou a coletiva de Imprensa. Ele conversou com jornalistas após cerimônia na qual seis embaixadores entregaram as credenciais ao Palácio do Planalto, na manhã de ontem. Álvaro Antônio é investigado por envolvimento no caso de supostas candidaturas de "laranjas" nas eleições de 2018 em Minas Gerais. Na época, ele era presidente estadual do PSL.
Nesta semana, a filiada ao PSL, Zuleide Oliveira, acusou Álvaro Antônio de chamá-la para ser candidata "laranja" nas eleições. Segundo ela, o ministro teria organizado sua candidatura para que ela pudesse devolver verbas ao partido, desviando dinheiro público da campanha. O ministro negou a acusação e disse que Zuleide "mente descaradamente".
Na quarta-feira, o ministro do Turismo recorreu da decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou o pedido para que a investigação da Procuradoria Regional Eleitoral sobre candidaturas laranjas do PSL em Minas fosse encaminhada à Suprema Corte.
A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República, para quem as apurações devem continuar fora da Corte, uma vez que as novas regras do foro definem que só cabe ao STF julgar crimes cometidos no exercício do mandato e em função do cargo.
A defesa do ministro pede a Fux que reconsidere ou envie o recurso apresentado ao plenário do STF. Os advogados de Álvaro Antônio alegam que, como os supostos delitos teriam sido cometidos durante as eleições de 2018, enquanto o ministro exercia o cargo de deputado federal, para o qual foi reeleito, a competência sobre o caso é da Suprema Corte. 
Compartilhe
Comentários
Comentar

Video

Mais vistos