Cidades
Publicada em 09/02/2019 - 21h33min

Sonia Maziero

Jogo perigoso

Um silêncio tomou conta em meio de tantos acontecimentos em que se colocam a culpa nas intempéries. Pontes se movimentando e abrindo brechas, chuvas avassaladoras próxi-
mas de áreas de risco atingidas em situações repetidas. Brumadinho, uma tragédia desumana; Rio de Janeiro, chuvas, uma cidade abandonada de manutenção; e morte de jovens, tudo políticas públicas não feitas, olhos fechados.
Estamos sempre ocupados, correndo e buscando a sobrevivência. A Imprensa tem reproduzido as informações de uma maneira expressiva e com detalhes, acredito que seja para acordarmos deste pesadelo e para a população entender que precisa urgente de políticas públicas, saber
o que tem realmente embaixo de um asfalto sem drenagem, e entender o porquê se tapa tantos buracos, uma manutenção eterna e nada de construções sólidas.
Luto, sirenes, correrias para fugir da água, carros afogados como pessoas e também sem seguros e a disputa para 2020 já está começando.
A democracia é um jogo perigoso, já dizia Winston Churchill, primeiro ministro inglês, no seu discurso de posse em 1940. Na real democra-
cia é um jogo complicado, nem sempre se ele-
gem os melhores, às vezes
fica nítida a diferença entre o senso e o dissenso, porém o eleitorado arrisca.
Início do ano para se pensar em arrumar a casa, mas não a cama. Realmente a casa que nos administra cobrar de uma forma educada e incisiva a melhor forma de administrar nosso voto e nossos impostos.
Assistindo ao programa Roda Viva com o prefeito Bruno Covas (PSDB), percebi uma juventude necessária em suas palavras. Perguntaram se já estava decidido um projeto e ele respondeu que um prefeito não pode definir a obra ou o projeto a ser feito sem antes conversar com a população e fazer os ajustes de acordo com as necessidades reais do dia a dia.
Acredito que tenha chegado a hora de tirar o gosto pelas incompetentes escolhas e falta de qualificação. Já que exigimos tanto de nós, porque não dos outros também, já que damos a eles o poder de escolher o que é melhor ou pior.
Deixo meus melhores sentimentos de solidari-
edade nesta coluna às famílias que estão sem rumo de tanta dor por imprudências humanas.
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