Opinião
Publicada em 04/12/2018 - 23h10min

Mortalidade infantil

Reportagem publicada ontem pelo Grupo Mogi News apontou que, na média, o Alto Tietê possui uma taxa de mortalidade infantil de 12,4 para cada mil nascidos vivos. Entretanto, esse indicador varia de cidade para cidade, sendo que Salesópolis revelou ter uma taxa da ordem de 4,95, enquanto Poá possui 16,9.
A média regional é maior do que a do Estado de São Paulo, que cravou um índice de 10,7 mortos para cada mil nascidos vivos. Esses dados são da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e leva como base o ano de 2017.
Analisando os dados, é possível verificar que o indicador caiu muito. No começo do século havia municípios com taxas de 22, 28,2 e 32 óbitos para cada mil nascimentos, mas ainda é preciso melhorar. Alguns países chegaram ao nível de duas mortes, número encontrado no Japão, Mônaco, Islândia e Cingapura. Outros, como Espanha, França e Itália registraram uma taxa de três mortes. Na América do Sul, Chile e Uruguai estão na dianteira, com um indicador de sete e oito óbitos. O Brasil tem um índice de 18 mortes.
Vale lembrar que ações de saneamento básico, melhoria da Saúde e outras iniciativas que podem ser aprimoradas pelo poder Executivo são essenciais para que esse número possa ser reduzido, mas os hábitos das gestantes e o acompanhamento pré-natal também são fundamentais. A pesquisa do Seade afirmou que, das mortes em recém-nascidos, 78% são oriundas de causas perinatais, ou seja, aquelas que estão relacionadas com problemas de infecção, restrição de crescimento uterino, complicações placentários, e que poderiam ter sido evitadas se houvesse o acompanhamento pré-natal.
Outro dado interessante dentro desse universo, desta vez da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), com base em 2016, é que um terço das grávidas não realizaram o pré-natal, o que corresponde a cerca de um milhão de partos no Brasil naquele ano. São números assustadores. No caso dos hábitos das futuras mamães, parte das mortes dos bebês está relacionada ao álcool e ao fumo. Nesse quesito, não há discussão, é preciso parar já com a bebida e o cigarro.
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