Opinião
Publicada em 08/11/2018 - 00h05min

Emprego à vista

Enfim, o projeto que regulamenta o transporte de passageiros por meio de aplicativos, como o Uber, em Mogi das Cruzes, foi aprovado com emendas que atendem algumas reivindicações dos motoristas. A discussão já ocorre há mais de um ano e, até se chegar a essa atual fase, foram necessárias muitas reuniões com os profissionais interessados em atuar na área, além dos concorrentes diretos, que cada vez perdem mais espaço: os taxistas.
Segundo a classe, a concorrência, mesmo sem a regulamentação, já era desleal, e os taxistas, cada vez mais, temem pela falta de espaço para trabalhar. Acontece, no entanto, que a profissão de motorista de transporte por aplicativo está na moda, traz renda, além da facilidade para o preenchimento do cadastro feito de forma on-line.
A regularização é inevitável, já que, mesmo antes de ela ocorrer, o número de motoristas que atuam nesse campo só cresce. O projeto ainda ajudará o município a recolher mais impostos das empresas de transporte. No Alto Tietê, apenas Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos têm propostas já encaminhadas para a regulamentação do serviço. Guararema, assim como Mogi, já tem o projeto aprovado. Em Mogi, falta apenas a prefeitura analisar as emendas dos vereadores e sancionar ou vetar a proposta, contudo, parece que dessa vez a regularização sairá do papel.
Sendo uma área de atuação difícil de ser barrada e fiscalizada, a autorização para realizar o serviço deixará os motoristas mais tranquilos para trabalhar, pois passará a ser uma atuação legal perante a lei - o que não significa que o trabalho já vem sendo feito por mais de mil motoristas apenas em Mogi.
O importante é que o diálogo entre taxistas e motoristas por aplicativo continue a ser intermediado pelos vereadores responsáveis pela Comissão Especial de Vereadores (CEV), como o vereador Francisco Bezerra, responsável pelas reuniões com os taxistas. Com a falta de oportunidade de emprego, essa é mais uma forma de alívio para pagar as contas do mês. Enquanto não há uma legislação estadual, os municípios devem fazer sua parte e oferecer essa oferta de trabalho.
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